O GP de Singapura exige que equipes e pilotos da Fórmula 1 alterem radicalmente seus horários de sono e rotinas diárias devido às características da primeira corrida noturna da categoria. Pilotos como Lando Norris, Gabriel Bortoleto e Lewis Hamilton relataram adaptações que incluem dormir de madrugada, usar jogos para resistir ao sono e lidar com quedas nos índices de descanso monitorados por dispositivos de saúde.
Sobre o tema envolvendo pilotos da Fórmula, além disso, O GP de Singapura criou uma rotina diferente para pilotos e equipes da Fórmula 1 desde sua estreia no calendário, em 2008. Dessa forma, palco da primeira corrida noturna da história da categoria, o circuito também mudou a forma como os competidores organizam o sono e as atividades diárias.
Com isso, A programação surgiu para aproveitar a iluminação artificial e atender ao público europeu, mercado importante para as transmissões televisivas na época. Nesse sentido, com a largada às 20h no horário local, a corrida acontece no início da tarde na Europa, por volta das 14h.
Portanto, O modelo também favoreceu a realização de provas noturnas em mercados do Oriente Médio, como Bahrein, Catar, Jedá e Abu Dhabi. Em seguida, nessas regiões, as altas temperaturas durante a tarde dificultariam a realização de grandes eventos esportivos ao ar livre.
Pilotos da Fórmula: Pilotos adaptam o sono ao horário da corrida
Em Singapura, a agenda segue o padrão europeu, embora o fuso horário local esteja seis horas à frente. Por isso, os pilotos ajustam o descanso para alcançar o melhor nível de energia no começo da noite.
A rotina também deixa o paddock praticamente vazio durante a manhã. Como as atividades de pista começam a partir das 16h no horário local, muitos competidores permanecem nos hotéis até perto do meio-dia.
O atual campeão mundial, Lando Norris, da McLaren, disse ao ge.globo que gosta da programação especial.
“Sim, eu gosto disso e gosto de Singapura. Sinto que há mais tempo no dia. Não acho que seja necessariamente o caso, mas parece que há, de qualquer forma”
O britânico também destacou a cidade e a oportunidade de conhecer pessoas durante a passagem pela etapa. Segundo ele, a rotina facilita o retorno para casa por causa da proximidade entre os fusos horários.
Liam Lawson, da Racing Bulls, também elogiou a agenda. Para o piloto, os períodos livres pela manhã e à noite dão a sensação de que o fim de semana tem mais horas disponíveis, embora o tempo dedicado à pista seja semelhante ao das outras etapas.
Bortoleto usa jogos para ficar acordado
Gabriel Bortoleto também comentou o desafio de adiar o horário de dormir para se adaptar à programação. O brasileiro afirmou que tem feito exercícios numéricos e jogado com Norris para permanecer acordado até mais tarde.
“Eu gosto bastante, sim. Tenho feito muitos exercícios numéricos à noite com o Lando (Norris) ultimamente, e temos jogado alguns jogos para nos manter acordados”
O piloto disse que se adaptou bem à rotina de dormir por volta das 3h e acordar às 13h.
Hamilton relata impacto na pontuação do sono
Lewis Hamilton, da Ferrari, destacou outro efeito da programação: a queda nas pontuações de sono registradas por dispositivos de monitoramento de saúde, como a pulseira Whoop.
O britânico explicou que costuma dormir entre 3h e 4h durante a semana do GP de Singapura. Mesmo quando sente que descansou bem, o dispositivo registra pontuações próximas de 40%.
“Meus dados no Whoop certamente serão afetados por esta semana, e não estou muito feliz com isso, pois minha pontuação de sono caiu”
Hamilton disse que acompanha os indicadores diariamente e tenta melhorar a qualidade do descanso. A iluminação e os horários das refeições também influenciam a adaptação, segundo o piloto.
Apesar das dificuldades, o britânico considera a mudança parte do desafio da etapa. “Tudo isso realmente afeta você, mas faz parte do fim de semana, o que você come e quando come, então é um desafio enorme. Eu gosto disso”, completou.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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