Terça-feira, 6 de outubro de 2026
Anápolis

Anápolis vai espalhar ovos de Aedes pela cidade para combater a dengue; entenda a estratégia

Anápolis vai espalhar ovos de Aedes pela cidade para combater a dengue; entenda a estratégia

Sobre o tema envolvendo ovos de Aedes, além disso, anápolis começou nesta segunda-feira (5) a implantação de uma estratégia que usa o próprio Aedes aegypti para tentar reduzir a transmissão de dengue, Zika e chikungunya. Dessa forma, mais de 5 mil pontos da cidade foram mapeados para receber recipientes com ovos de mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, que dificulta o desenvolvimento dos vírus dentro do inseto.

Com isso, A iniciativa faz parte do Método Wolbachia, conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde e operado pela Wolbito do Brasil. Nesse sentido, A implantação em Anápolis foi oficialmente iniciada em evento no Teatro Municipal, com representantes das instituições envolvidas e do Governo de Goiás. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a ovos de Aedes continuam sendo acompanhados com atenção.

Apesar de a estratégia envolver a presença de mais mosquitos no ambiente, a proposta é justamente diminuir a capacidade de transmissão das arboviroses. Portanto, os chamados “Wolbitos” são Aedes aegypti que carregam a Wolbachia. Em seguida, quando eles se reproduzem com os mosquitos que já vivem na cidade, a bactéria passa para as novas gerações.

De acordo com as apurações, O método deve alcançar inicialmente cerca de 45 a 46 bairros. Por outro lado, mais de 398 mil moradores estão previstos na área contemplada pelo projeto.

Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO)

Em Anápolis, os mosquitos não serão simplesmente soltos pelas ruas. A cidade utilizará os chamados Dispositivos de Liberação de Ovos (DLOs), recipientes instalados em locais previamente definidos e que contêm ovos de Aedes aegypti com Wolbachia. Depois que os dispositivos são instalados, os ovos eclodem e os mosquitos passam pelas fases de desenvolvimento até chegar à idade adulta. Quando estão prontos, os Wolbitos deixam os recipientes e passam a circular pelo ambiente.

A partir daí, eles se reproduzem com os Aedes aegypti que já existem na cidade. A Wolbachia é transmitida para as gerações seguintes e dificulta a multiplicação dos vírus da dengue, Zika e chikungunya dentro do mosquito, reduzindo sua capacidade de transmitir as doenças.

A estratégia depende justamente dessa reprodução ao longo do tempo. A ideia é que a quantidade de mosquitos com Wolbachia aumente gradualmente até que a bactéria consiga permanecer na população de Aedes da região.

Resultados demoram

A redução no número de casos de dengue não acontece tão rapidamente. Segundo a Prefeitura de Anápolis, a previsão é que os primeiros resultados da implantação comecem a aparecer em pelo menos dois anos. Enquanto isso, o município fará o monitoramento dos mosquitos para verificar a presença da Wolbachia e acompanhar a evolução da estratégia.

Antes do início da implantação, Anápolis passou por etapas de preparação, como capacitação de profissionais, ações de orientação aos moradores, definição dos pontos de instalação e colocação de armadilhas para acompanhar a presença e a quantidade de Aedes aegypti.

O Método Wolbachia já é utilizado em outras cidades brasileiras. O Ministério da Saúde incluiu Anápolis entre os municípios selecionados para a expansão da estratégia no ciclo de implementação de 2025 e 2026.

Cuidados com água parada devem ser mantidos

A chegada dos Wolbitos não significa que os moradores podem deixar de tomar os cuidados tradicionais contra o Aedes aegypti. A orientação continua sendo eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e quintais e evitar qualquer situação que favoreça a formação de criadouros.

O próprio Ministério da Saúde trata o Método Wolbachia como uma estratégia complementar de controle do mosquito, que deve ser integrada às demais ações de vigilância e combate às arboviroses.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás