Gerente da base do Santos, Elano busca resgatar a identidade ofensiva do clube e promover uma reestruturação que inclui foco na formação humana e restrição ao uso de celulares no CT. O ex-jogador também descartou o retorno à carreira de técnico para focar na gestão esportiva.
Além disso, ídolo do Santos e com experiência como jogador, auxiliar técnico e treinador interino, Elano tem uma missão definida na gestão das categorias de base do clube: recuperar a identidade ofensiva do Peixe. Dessa forma, há oito meses no cargo de gerente, o ex-meia afirma que as mudanças no departamento já começam a apresentar resultados.
Com isso, em entrevista ao ge, Elano explicou que pretende tornar o Santos protagonista em todas as categorias. Nesse sentido, segundo ele, o trabalho também envolve a formação pessoal dos jovens, o relacionamento com as famílias e mudanças na rotina dentro do centro de treinamento. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a categorias de base continuam sendo acompanhados com atenção.
“Se nós jogamos há dois anos treinando defesa, ok, positivo também para o futebol. Mas o Santos é ataque, então nós vamos começar a treinar o ataque. Nós estamos batendo uma casa de 830 gols em todas as categorias”
Categorias de base: Elano descarta voltar à carreira de treinador
Portanto, O ex-jogador conquistou oito títulos com a camisa santista e também trabalhou como auxiliar e treinador interino. Em seguida, agora, pretende seguir carreira na gestão esportiva. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de categorias de base nos últimos dias.
De acordo com as apurações, elano informou que acompanha cerca de 380 atletas e aproximadamente 100 funcionários no departamento de base. Por outro lado, ele também destacou a importância da preparação profissional para assumir a função.
“É um cargo que eu pretendo continuar como carreira… Como treinador não quero, mesmo sabendo que tenho potencial”
Segundo Elano, a conversa com o presidente Marcelo Teixeira incluiu um pedido de autonomia para implementar suas decisões. O gerente afirma que tem recebido apoio da direção e da equipe do departamento.
Formação vai além do futebol
A reestruturação da base santista também envolve o desenvolvimento pessoal dos atletas. Elano disse que promove conversas e palestras sobre educação financeira, convivência e trabalho coletivo.
Para o gerente, o objetivo não é apenas formar jogadores, mas também preparar os jovens para a vida fora dos gramados.
“Nós temos que ter os melhores atletas dentro do Santos, mas também nós temos que nos preocupar em ter os melhores seres humanos”
Elano reconheceu que os resultados esportivos nem sempre correspondem às expectativas. Como exemplo, citou a não classificação da equipe sub-17. Para ele, esse cenário também faz parte do processo de formação.
Santos restringe uso de celulares no CT
Uma das mudanças implementadas por Elano foi a restrição ao uso de celulares pelos atletas dentro do centro de treinamento. Segundo ele, a medida surgiu após conversas com os jovens e profissionais que trabalham na base.
O gerente afirma que a iniciativa busca melhorar a convivência, a concentração e as relações coletivas. Ele também relatou que familiares têm elogiado a mudança.
“Eu cortei o celular dentro do CT. Não foi nada impositivo, mas uma conversa com todos eles, com a ajuda dos coordenadores, supervisores e dos funcionários”
Elano reconheceu que a adaptação provocou algumas brincadeiras e desentendimentos entre os atletas. Ainda assim, considera que a medida tem contribuído para o ambiente no centro de treinamento.
Relação com as famílias ajuda a entender os atletas
O gerente também destacou a aproximação com os familiares dos jogadores. Segundo ele, o diálogo permite compreender situações pessoais que podem afetar o rendimento dos jovens e esclarecer informações sobre as decisões tomadas pelo departamento.
Elano afirmou que procura identificar os motivos por trás de eventuais dificuldades dentro de campo, incluindo questões que envolvem o ambiente familiar.
Outro ponto levantado pelo ex-jogador foi o uso de treinadores particulares por crianças que ainda estão nas primeiras etapas da formação esportiva. Na avaliação dele, jovens de 7 a 12 ou 13 anos precisam priorizar o desenvolvimento adequado à idade.
“Eu entendo que para uma criança, por exemplo, não tem ganho nenhum ter um personal fora do clube. Nós estamos falando de criança de 7 a 12, 13 anos. A criança precisa ser criança e já tem a sua profissão aqui”
Elano considera que o diálogo com as famílias será fundamental para discutir essas questões e aprimorar o trabalho da base. A meta, segundo ele, é fortalecer a formação esportiva e humana dos jovens que passam pelo Santos, independentemente de conseguirem ou não chegar à equipe profissional.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
Veja também: ‘A gente não quer só sobreviver’: casal de Anápolis trabalha duro na Irlanda pelo sonho de ter uma fazenda


