Sobre o tema envolvendo na Paulista, além disso, O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e o More in Common Brasil não puderam estimar o tamanho do público presente no ato de apoio à reeleição de Lula realizado na Avenida Paulista neste domingo (11/10). Dessa forma, em nota, as entidades esclareceram que a campanha petista não autorizou o pedido para sobrevoo com drone para realizar a contagem.
Entenda os desdobramentos de na Paulista
Com isso, privadas das imagens aéreas, as organizações ficaram sem condições de aplicar sua metodologia de contagem. Nesse sentido, A campanha petista divulgou estimativa de um milhão de pessoas no local. Portanto, nenhum órgão oficial apresentou dados próprios sobre o público.
Em seguida, de acordo com os registros do evento, a concentração de apoiadores de Lula se estendeu por sete a oito quarteirões da Avenida Paulista. Estações de metrô da avenida foram fechadas devido ao intenso fluxo de pessoas, e o público chegou a ocupar também ruas paralelas.
Recusas repetidas em 2026
O bloqueio ao sobrevoo não foi episódio isolado. A campanha do candidato à reeleição também negou pedidos das entidades no lançamento da candidatura, em 16/08, em São Bernardo do Campo, e em um ato realizado em São Paulo em 03/10. As entidades observam que, em 2022, receberam autorização para sobrevoar o comício no Vale do Anhangabaú. Na época, Lula não ocupava a presidência.
Em nota, USP/Cebrap e More in Common Brasil observam que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) adota protocolo de restrição a drones não autorizados em eventos com a presença do presidente, o que ajuda a justificar a recusa. Entre 2023 e 2026, mais de 135 mil equipamentos foram neutralizados pelos sistemas de segurança. No entanto, também apontam o que foi considerado como uma certa contradição:
Respeitamos a necessidade de protocolos de segurança para o presidente da República. Mas imagens aéreas do ato deste domingo foram produzidas e amplamente divulgadas por perfis alinhados à campanha, além de veículos de imprensa. Se há sobrevoos permitidos para produzir imagens de divulgação, a recusa a uma equipe de pesquisa independente, com histórico público de trabalho, deixa de ser uma questão técnica e passa a ser uma escolha
Os institutos reforçam que se mantêm à disposição e que farão pedidos para eventuais próximos atos que ocorram até o final do segundo turno, em 25 de outubro. Aplicamos o mesmo método a manifestações de todo o espectro político. Neste ano, foram contabilizados atos convocados por Nikolas Ferreira na Paulista e o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro em Copacabana. Nossa contagem é feita com um método rigoroso, transparente e replicável — sempre disponibilizamos as imagens para recontagens independentes.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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