Durante visita a Goiânia, o ministro Guilherme Boulos demonstrou otimismo em relação à recuperação de votos para Lula em Goiás no segundo turno da eleição presidencial. Ele também minimizou o apoio de Daniel Vilela a Flávio Bolsonaro, atribuindo-o à lealdade ao ex-governador Ronaldo Caiado.
Sobre o tema envolvendo lealdade a Caiado, além disso, O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa de ato da esquerda na noite desta quarta-feira (14), na Praça Universitária, em Goiânia, e demonstrou otimismo por uma virada de Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
Dessa forma, questionado sobre a diminuição de votos do petista em Goiás no primeiro turno, na comparação com 2022, Boulos afirmou que a campanha petista vai não só recuperar os votos, “mas ter mais que na eleição passada”.
“No segundo turno, está nítida uma coisa: não importa se a pessoa é de esquerda ou de direita, importa se a pessoa quer se aposentar. Com isso, flávio vai congelar a aposentadoria. Nesse sentido, importa se é a mãe de criança autista, que tem BPC, e o Flávio vai congelar. Portanto, se é um trabalhador celetista, mas Flávio disse que quer colocar a PEC da hora trabalhada, que vai tirar uma série de direitos, como 13º, férias remuneradas.
Contexto e detalhes sobre lealdade a Caiado
Em seguida, O que está em jogo não é esquerda, direita, se gosta ou não do Lula. De acordo com as apurações, É se gosta de si mesma, da sua família, do seu país. Por outro lado, esse é o recado do segundo turno”, disse o ministro em entrevista coletiva.
Boulos comentou a pesquisa Quaest, que mostra Lula e Bolsonaro em empate técnico, mas com o senador fluminense numericamente à frente. Para ele, o adversário “está de salto alto depois do primeiro turno”.
“O Brasil viu isso. Ele saiu dizendo que ia mudar a Constituição, montando ministério. É um desrespeito com o eleitor”, disse Boulos.
Segundo o ministro, a campanha petista entendeu que as pessoas querem mudança, e Lula “se comprometeu a fazer mudanças que o povo quer”. Para ele, a “mudança não pode ser andar para trás, perder aquilo que você já conquistou.”
Guilherme Boulos foi questionado também sobre a declaração de apoio do governador Daniel Vilela (MDB) a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Para ele, o emedebista não o fez por convicção, mas por lealdade ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que também fechou apoio ao senador.
“Eu acho que ele fez isso pela lealdade a Caiado. Nem sei se é a posição dele”, disse. E completou: “O que vai decidir a eleição não é apoio partidário ou político. É a vontade das pessoas.”
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