Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Pílulas do exercício” não substituem efeitos e benefícios de academia

Pílulas do exercício” não substituem efeitos e benefícios de academia

Na última semana, terapias experimentais que prometem substituir o exercício físico ganharam espaço: as chamadas “pílulas do exercício”. Porém, especialistas dizem que nenhum medicamento pode substituir os exercícios físicos.

Desenvolvida pelo laboratório americano Enveda, a pílula ENV-308 é um medicamento indicado para pessoas que fazem uso de canetas emagrecedoras, com o objetivo de evitar a perda muscular. Segundo comunicado da fabricante, a pílula é a primeira projetada para imitar o Lac-Phe — hormônio que é liberado pelos músculos durante exercícios intensos.

Em testes realizados com 88 voluntários saudáveis, o ENV-308 se mostrou bem tolerado e não apresentou problemas gastrointestinais, um dos efeitos colaterais mais relatados com o uso de canetas emagrecedoras.

Contexto e detalhes sobre Pílulas do exercício

De acordo com o laboratório, em testes realizados com camundongos, a pílula reduziu a leptina circulante — hormônio que avisa o cérebro sobre os estoques de energia e o nível de saciedade —, indicando um sinal de que pode ter ação contra a obesidade. Além disso, nesses testes, os resultados mostraram que houve preservação de massa muscular durante o processo de emagrecimento e que a pílula evitou novo ganho de peso depois da interrupção do uso das canetas.

Pesquisadores chineses desenvolveram um implante “vivo” que pode estimular o aumento de massa muscular, imitando alguns benefícios do exercício físico. Segundo um estudo publicado na Nature Aging em 26 de agosto de 2026, testes com animais mostraram que o implante aumentou a massa muscular de camundongos e melhorou a função imunológica, além de reverter danos no fígado.

O implante consiste em uma cultura com seis milhões de miócitos (células musculares) que forma minivasos sanguíneos e pulsa continuamente, inclusive em repouso ou durante o sono. Testes em humanos com mobilidade reduzida estão previstos para 2027.

Apesar dos resultados, os pesquisadores Ng Shyh-Chang e Tang Hong-Wen alertam que o implante imita alguns aspectos do exercício, mas não o substitui, já que não produz os mesmos efeitos cardiovasculares, neuromusculares, mecânicos e de carga óssea que a atividade física gera.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás