O governo de Goiás lançou a Operação Vis Civitatis em Anápolis para conter uma onda de violência recente, marcada por oito mortes em dez dias. A força-tarefa policial focará no combate a facções criminosas e na prisão de foragidos até o próximo sábado.
Sobre o tema envolvendo violência em Anápolis, além disso, O governo de Goiás lançou, na manhã desta quarta-feira (21), a Operação Vis Civitatis, numa resposta à onda de violência que se abateu sobre Anápolis nas últimas duas semanas. Dessa forma, num ato com dezenas de viaturas, helicóptero e integrantes de todas as forças policiais, o governador Daniel Vilela (MDB) autorizou o início da ação que vai mirar, sobretudo, em criminosos faccionados.
Com isso, de acordo com o governador, a força-tarefa atuará até sábado (24), véspera do segundo turno da eleição, para garantir a ordem pública. Nesse sentido, A ideia é ampliar a presença policial na cidade depois de uma onda de homicídios nos últimos dias. Foram oito mortes nos últimos dez dias, além de duas tentativas de homicídio. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a violência em Anápolis continuam sendo acompanhados com atenção.
“Nossas forças de segurança ficarão aqui ao longo dos próximos quatro dias atuando no combate à criminalidade, garantindo a tranquilidade das pessoas e demonstrando que, em Goiás, impera a força do Estado. Portanto, aqui nenhuma facção controla um milímetro de terra. Em seguida, nossas forças de segurança estarão aqui dedicadas a estabelecer toda a tranquilidade”, disse o governador.
Contexto e detalhes sobre violência em Anápolis
Daniel Vilela mencionou que um dos crimes – os assassinatos de Hiago Almeida dos Santos e Ana Carolina Maia, em uma adega da cidade – tem ligação com uma briga de facções. Segundo ele, a operação mira justamente desarticulá-las a partir da prisão de faccionados com mandados em aberto.
“Nós estamos, através da Polícia Civil, solicitando mandados de prisão. Ao mesmo tempo, com a presença aqui de vários batalhões da Polícia Militar fazendo o policiamento ostensivo para poder tranquilizar toda a população anapolina”, reforçou.
O governador negou, porém, que haja faccionados que se desloquem para Goiás na tentativa de se esconder. “Não tem nenhum faccionado vindo para Goiás e nem se escondendo aqui, estão escondidos em outros estados. O que houve aqui em Anápolis foi a execução de dois integrantes, um casal de integrante, uma facção criminosa, por ordem de líderes faccionados que não estão no estado de Goiás.
Principais pontos e impactos da decisão
A operação contará com equipes especializadas da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e da Polícia Civil de Goiás (PCGO), que atuarão de forma coordenada em ações de policiamento ostensivo, prevenção e enfrentamento à criminalidade. Entre as medidas previstas estão a localização e a prisão de foragidos da Justiça.
Onda de crimes
O mês de outubro tem sido marcado por uma explosão de casos de violência em Anápolis. Entre o dia 10 de outubro e terça-feira (20) foram registradas oito mortes violentas – uma delas um provável suicídio após um feminicídio.
Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, e Ana Carolina Maia, de 24, foram atingidos por uma série de disparos de arma de fogo. Ele morreu no local, e ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no hospital.
Na última sexta-feira (16), Joelson Ancelma Pinto, de 27 anos, morreu depois de ser atingido por uma facada no peito, em casa. A esposa dele, Maria Aldaci da Silva, de 45 anos, confessou tê-lo atingido, mas alega que agiu em legítima defesa depois de ser agredida e ameaçada de morte.
Na região Sul da cidade, na quinta-feira (15), um homem foi assassinado a tiros na porta de casa, também por dois homens que chegaram numa motocicleta. André Lima dos Santos tinha 37 anos e trabalhava na construção civil. A família suspeita que o crime tenha sido motivado por vingança.
No dia 10 de outubro, Carlos Leandro Gomes, de 36 anos, e Maria Betânia Melo e Silva, de 44, foram atacados a tiros em um bar da cidade. Neste caso, ainda não houve a prisão de suspeitos, e a polícia não disse com quais linhas de investigação trabalha.
Por fim, na terça-feira (20), José Clemente da Silva, de 75 anos, e Inah Barbosa Costa, de 42, foram encontrados mortos com perfurações por arma de fogo. A suspeita é de que ele tenha cometido feminicídio e, em seguida, se matado, além de duas tentativas de homicídio por esfaqueamento.
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