Sobre o tema envolvendo problema fiscal, além disso, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou que crescer a economia é a melhor forma de reduzir o déficit público. Dessa forma, O presidente rebateu medidas de ajuste fiscal que, na sua visão, penalizam os mais pobres.
“O jeito de resolver o problema fiscal é fazer a economia crescer. Com isso, estou com 80 anos de idade, vivo essa briga há 50 anos. Nesse sentido, toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre que paga. Portanto, toda vez! Em seguida, E não quero que o povo pobre pague“, destacou Lula à Globo.
“Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza. E é por isso que eu aposto muito na microeconomia, no microcrédito, no MEI, no pequeno empreendedor. É por isso que nós fazemos a maior política de crédito que esse país já conheceu. O que faz a economia do Brasil crescer é a chamada microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo“, emendou.
Contexto e detalhes sobre problema fiscal
Em meio a análises de economistas de que o Brasil precisará ajustar até 4% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2027 para estabilizar a dívida pública, Lula destacou incentivos aos microempreendedores como uma solução. Nesta semana, por exemplo, o presidente anunciou um pacote de incentivos para pequenos negócios, incluindo perdão de dívidas de MEIs. Outro ponto destaco foi a criação do Desenrola.
“Quando tomei posse, tínhamos 78% da população endividada. Criamos o Desenrola 1, atendemos 15 milhões de pessoas e não resolveu o problema. Criamos o Desenrola 2 e, agora, o Desenrola 3. Nós fizemos uma Medida Provisória em que vamos fazer um leilão das dívidas das pessoas, com os bancos descontando 93, 95% da dívida.
Estamos comprando as dívidas das pessoas, achamos que conseguimos disponibilizar R$ 150 bilhões para isso. Ao mesmo tempo, fizemos o perdão do MEI. Descobrimos que tinham R$ 12 bilhões de dívida ativa com a União, que a União não vai receber mais, mas as pessoas não vão conseguir fazer mais nada porque estão no Serasa. Vamos colocar a economia a todo vapor para o micro e médio empreendedor brasileiro”, explicou.
“Quando assumi a presidência em 2003, o Brasil era a 12ª economia do mundo, devia R$ 30 bilhões ao FMI e não estava crescendo. Quando deixei a presidência, era a sétima economia do mundo, fizemos reservas de 270 bilhões de dólares e paguei o FMI. Agora é a mesma coisa. Peguei a economia na 12ª (posição), hoje somos décimos e ano que vem estaremos em oitavo. O único jeito de fazer o débito diminuir é crescer a economia, não é cortar do pobre“, finalizou.
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