Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Jovem de 28 anos morre após mal-estar no Zig Festival; polícia investiga

Jovem de 28 anos morre após mal-estar no Zig Festival; polícia investiga
feed-image-1791941222 Jovem de 28 anos morre após mal-estar no Zig Festival; polícia investiga
Jovem de 28 anos morre após mal-estar no Zig Festival; polícia investiga caso
Reprodução redes sociais

Pedro Higa Felizatto, com 28 anos, veio a óbito no domingo (11/10) durante o Zig Festival, evento realizado na casa de shows Audio, na zona oeste de São Paulo, após sofrer uma crise de saúde no local. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo como morte suspeita, e a causa oficial ainda não foi divulgada.

De acordo com o depoimento prestado pelo pai à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o calor e a superlotação do espaço teriam provocado o mal-estar de Pedro. Às 1h40 da madrugada, um bombeiro civil o conduziu ao posto médico do evento. Na sequência, uma ambulância UTI o transportou à Santa Casa de São Paulo, onde chegou em menos de oito minutos. Mesmo com os esforços das equipes médicas, Pedro não sobreviveu.

Relatos de superlotação e falhas na estrutura do Zig Festival

Participantes do evento relataram condições adversas no local: segundo eles, a lotação era muito superior à habitual, a ventilação era insuficiente e, durante a maior parte do tempo, apenas uma saída permanecia aberta.

Ruan Coelho, que estava no evento, afirmou que as saídas de emergência permaneceram fechadas por boa parte da noite. “Foi difícil sair em meio à multidão, já que ninguém dava espaço e as saídas de emergência estavam fechadas. Parte do nosso grupo decidiu ficar e relatou que, um tempo depois, quando as saídas de emergência enfim foram abertas, ainda estava difícil de sair”, disse.

Frequentadores também apontaram falhas na área reservada a pessoas com deficiência: além de ausente no mapa divulgado online pelo evento, o espaço não contava com qualquer profissional de segurança ou bombeiro responsável por restringir o acesso de pessoas sem deficiência.

O que testemunha viu no ambulatório

Gilles Giovani Bezerra, engenheiro de 26 anos que estava com Pedro, contou que a vítima chegou ao ambulatório inconsciente, com a pele pálida e espuma na boca. Ele relatou que um profissional de saúde perguntou se Pedro havia consumido alguma substância. Gilles respondeu que o amigo mantinha sobriedade há meses.

O Portal Bunklr, veículo do qual Pedro era colaborador, também declarou que ele não havia consumido nenhuma substância no momento em que passou mal.

Nota dos organizadores

Os responsáveis pelo Zig Festival, Rafael Maia e Werik Andrade, divulgaram nota em que afirmaram estar colaborando com as autoridades. “Estamos colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos e, em respeito à família e ao trabalho das autoridades, não comentaremos outros detalhes do caso”, escreveram.

A página oficial da Zig também publicou comunicado: “Lamentamos profundamente os transtornos relatados. Nosso compromisso sempre foi e continua sendo oferecer entretenimento de qualidade, com a estrutura e o cuidado que o nosso público merece e com o nosso compromisso de ser um local feito por pessoas LGBTQIAPN+ para pessoas LGBTQIAPN+.”

Conforme informou sua tia pelas redes sociais, Angela Higa, Pedro foi sepultado na terça-feira no Cemitério da Paz Morumbi, em São Paulo. A investigação conduzida pela Polícia Civil permanece em andamento.

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Redação Foco Goiás