Sobre o tema envolvendo 10 estados, além disso, goiás ocupa a décima posição entre os estados brasileiros com mais denúncias de assédio eleitoral em 2026. Dessa forma, segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registrados 95 relatos no estado. Com isso, são Paulo lidera a lista, com 471 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 251, e Paraná, com 239.
O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são pressionados, ameaçados ou constrangidos por causa de suas preferências políticas. Nesse sentido, A prática inclui ameaças de demissão, promessas de benefícios em troca de apoio a candidatos e outras formas de interferência na liberdade de voto. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 10 estados continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, as denúncias continuam mesmo após o segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com o MPT, empregadores que demitem ou ameaçam funcionários em razão do candidato escolhido nas urnas podem responder por discriminação nas relações de trabalho.
Veja os 10 estados com mais denúncias de assédio eleitoral
De acordo com o ranking divulgado com dados do MPT, a classificação de 2026 é a seguinte: 1º São Paulo (471), 2º Minas Gerais (251), 3º Paraná (239), 4º Rio de Janeiro (196), 5º Santa Catarina (134), 6º Rio Grande do Sul (132), 7º Distrito Federal (115), 8º Pará (106), 9º Bahia (103) e 10º Goiás (95).
Denúncias continuam após o segundo turno
O Ministério Público do Trabalho registrou centenas de novas denúncias de assédio eleitoral depois da votação. Entre as situações relatadas estão ameaças de demissão, dispensas de empregados e manifestações públicas que incentivam punições a trabalhadores por suas escolhas políticas.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, alertou que o encerramento das eleições não impede a investigação de possíveis irregularidades. Segundo o órgão, ameaçar ou demitir um funcionário por sua orientação política pode caracterizar discriminação no emprego, resultando em medidas judiciais e indenizações.
Durante o processo eleitoral, o órgão ajuizou 59 ações civis públicas e obteve 52 decisões liminares para combater práticas de assédio, além de firmar 53 termos de ajustamento de conduta com empregadores.
Caso em Goiás foi parar na Justiça
Uma das ações movidas pelo MPT em Goiás envolveu o empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás. Durante a campanha, ele anunciou nas redes sociais uma viagem a Caldas Novas para apoiadores no dia do segundo turno. O Ministério Público acionou a Justiça, que concedeu liminar proibindo a prática sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador.
Como denunciar assédio eleitoral
Trabalhadores que sofreram ou presenciaram ameaças, constrangimentos ou retaliações por motivos políticos podem apresentar denúncias ao Ministério Público do Trabalho pela internet. O MPT orienta a preservação de provas como mensagens, áudios, vídeos e postagens em redes sociais, além da indicação de testemunhas.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
Veja também: Gêmeas siamesas que dividem fígado passam por nova etapa para separação em Goiânia
