Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Gêmeas siamesas que dividem fígado passam por nova etapa para separação em Goiânia

Gêmeas siamesas que dividem fígado passam por nova etapa para separação em Goiânia

Além disso, em diferentes pontos do abdome das gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva, os cirurgiões plásticos colocaram expansores de pele — dispositivos que ajudarão a preparar o corpo das gêmeas para uma possível separação. Dessa forma, A cirurgia foi realizada nesta quarta-feira (28), no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. Com isso, depois do procedimento, as meninas foram extubadas e permanecem na UTI, bem e sob acompanhamento da equipe médica, informou o hospital. Nesse sentido, esta foi a segunda cirurgia para colocar expansores no abdome.

Portanto, os expansores serão preenchidos gradualmente para aumentar a quantidade de pele disponível. Em seguida, O tecido extra poderá ajudar os cirurgiões a reconstruir e fechar as áreas do corpo das meninas após a separação. O processo é lento e faz parte de uma preparação que depende da resposta dos tecidos e da evolução clínica das irmãs. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Gêmeas siamesas continuam sendo acompanhados com atenção.

Naturais de Salto, no interior de São Paulo, Maria Helena e Maria Eva estão em tratamento na capital goiana desde julho. Elas nasceram unidas pelo tórax e pelo abdome e compartilham o fígado, o pericárdio — membrana que envolve os corações — e parte da estrutura óssea do tórax, incluindo o esterno.

A etapa abdominal dá continuidade à preparação iniciada em agosto, quando as meninas receberam expansores na região torácica. A cirurgia desta quarta-feira era a última etapa prevista de implantação desses dispositivos antes da separação. Ainda não há data definida para a cirurgia definitiva.

Gêmeas siamesas: Separação exige avaliação cuidadosa

A divisão das estruturas compartilhadas torna a cirurgia complexa. Entre os riscos estão sangramentos durante a separação do fígado e possíveis complicações envolvendo o pericárdio, que é compartilhado pelas meninas. A equipe também acompanha a resposta das irmãs à anestesia, a cicatrização e a adaptação dos organismos.

Por isso, a decisão sobre quando realizar a separação dependerá da evolução clínica de Maria Helena e Maria Eva e dos resultados da expansão da pele. As meninas são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar do Hecad, coordenada pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, com profissionais de cirurgia pediátrica, cirurgia plástica e outras especialidades.

A cirurgia abdominal amplia o preparo para um procedimento cuja data ainda está em aberto. Até lá, as expansões graduais e o acompanhamento médico ajudam a equipe a avaliar as condições das irmãs para cada etapa.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás