Domingo, 18 de outubro de 2026
Cidades

GO: Após curso de panificação, mãe planeja vender salgados junto da filha com síndrome de Down

GO: Após curso de panificação, mãe planeja vender salgados junto da filha com síndrome de Down

Além disso, aprender a moldar uma coxinha animou Valéria Vieira, de 29 anos, e despertou na mãe dela, Luzinete Vieira, de 56, a vontade de retomar a produção de salgados para gerar renda. Dessa forma, após se mudar do Pará para Goianésia, na região Central de Goiás, Luzinete voltou a estudar e participou de um curso de Panificação Rural ao lado da filha, que tem síndrome de Down. Com isso, A experiência reacendeu o desejo de empreender e deu início aos planos de criar um negócio familiar.

Nesse sentido, desempregada, Luzinete conta que sentia falta de sair de casa, aprender coisas novas e conviver com outras pessoas. “Eu achava muito ruim ficar só dentro de casa, sem fazer nada. Portanto, queria encontrar alguma coisa para ocupar mais a mente”, relatou.

Em seguida, foi em busca de uma nova atividade que ela conheceu o curso de Panificação Rural, oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás), por meio do Sindicato Rural de Goianésia. De acordo com as apurações, A capacitação não apenas ampliou seus conhecimentos na produção de alimentos, como também trouxe de volta a vontade de trabalhar por conta própria.

Contexto e detalhes sobre GO

Por outro lado, antes de se mudar para Goiás, Luzinete já fazia salgados para ajudar a sustentar a família. Vale destacar que viúva desde os 36 anos, ela encontrou na produção de coxinhas uma forma de garantir renda em um período difícil. A experiência, no entanto, foi adquirida de maneira informal, e o curso permitiu que ela aprendesse novas técnicas e aperfeiçoasse o que já sabia.

Agora, a intenção é retomar a produção de salgados e incluir Valéria no projeto. Animada com a possibilidade de trabalhar ao lado da filha, Luzinete também pretende testar a receita de pão de fermentação natural que aprendeu durante a capacitação antes de começar a vender os produtos.

O plano é instalar o negócio em uma casa da família que havia sido alugada e que agora precisa passar por reformas. Segundo Luzinete, o imóvel ficou danificado após a saída dos antigos inquilinos, e ela está trabalhando para recuperar o espaço.

Principais pontos e impactos da decisão

Criada na zona rural, Luzinete trabalhou durante grande parte da vida na roça, com atividades como o plantio e a colheita de arroz e milho. Também trabalhou em uma escola e ajudou em um restaurante durante um período em que viveu fora do campo. Ao longo dos anos, passou ainda a produzir alimentos para vender, como pastéis e geladinhos.

Com o novo aprendizado e a perspectiva de empreender ao lado da filha, ela espera transformar a experiência adquirida ao longo da vida em uma nova fonte de renda para a família.

“Quando fiquei viúva, fazia coxinhas para ter uma renda. Isso me ajudou muito. Mas, no curso do Senar, aprendi a fazer da forma correta e despertei a vontade de ter um negócio com ela. Acho que será muito bom. Estou animada, e a Valéria também”, afirmou.

A família morava em Santana do Araguaia, no Pará, até o ano passado. Em Goiás, Luzinete e o companheiro passaram a frequentar a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Valéria acompanha os pais nas atividades escolares e participa de atividades de pintura.

Segundo a mãe, a convivência com outras pessoas faz diferença na rotina da filha. Por isso, a oportunidade de participar das aulas juntas representou mais do que aprender novas receitas: foi também uma forma de compartilhar experiências e desenvolver habilidades.

Mesmo com dificuldades de deslocamento até o local das aulas, Luzinete manteve a participação na capacitação, com a ajuda de pessoas que conheceu durante o curso. Ela também manifesta o desejo de continuar estudando e aproveitar outras oportunidades de formação.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás