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A eleição de 2026 marca uma página importante na política de Anápolis. No município, é quente a disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), vista como chave para as pretensões políticas futuras dos candidatos que estão no jogo. Há dois favoritos claros na cidade: Amilton Filho (MDB) e Antônio Gomide (PT) e dois deputados sob risco.
MDB e PT dão como certas as vitórias de Amilton e Gomide. E não só isso. Ambos devem ser puxadores de votos nas respectivas chapas e ajudar a ampliar as bancadas dos respectivos partidos. Amilton tem apoio do prefeito Márcio Corrêa (PL), com alta aprovação em Anápolis, e mira ter mais de 30 mil votos no município. Ademais, ampliou as bases noutras cidades. O objetivo é chegar à casa dos 60 mil votos e se cacifar para comandar a mesa diretora da Assembleia Legislativa.
Amilton também tem outro objetivo bem definido adiante. O emedebista sonha em chegar à prefeitura e a janela é 2032, uma vez que, em 2028, ele estará novamente ao lado de Márcio Corrêa. Neste ensejo, manter uma crescente em votações é importante na estratégia política do deputado.
Gomide, por sua vez, tem historicamente boas votações em Anápolis. O petista tem um eleitorado cativo, que o acompanha há anos depois de suas administrações bem avaliadas na cidade. Ele detém o recorde de votos por um candidato a deputado estadual no município e a campanha mira se aproximar dos 50 mil votos em todo o estado nesta eleição.
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Oposição sob risco
Enquanto Amilton Filho e Gomide devem ter caminhos tranquilos de recondução à Alego, nem tão tranquila têm sido as trilhas de Coronel Adailton (SD) e Vivian Naves (Republicanos), os outros dois parlamentares da cidade na Casa.
A campanha de Adailton trabalha com uma redução dos 9.102 votos que ele recebeu em Anápolis em 2022. O parlamentar é oposição ao prefeito e sofreu desgastes no último ano, sobretudo com a divulgação de informações que expõem investigações sobre ele e aliados. Adailton também perdeu a base que tinha nos colégios eleitorais e isso entrou na contabilidade da estratégia.
Para manter o mandato, o policial militar reformado focou em ampliar bases em colégios eleitorais menores no interior do estado. Reforçou bases no Norte e no Nordeste do estado, além de fechar apoios importantes no Entorno do Distrito Federal.
Não há, no entanto, segurança da campanha em afirmar uma reeleição. A chapa da Federação Renovação Solidária (PRD-SD) tem cinco candidatos à reeleição. E ainda há dúvidas se o grupo vai conseguir fazer cinco cadeiras. O cálculo é que três vagas são certas, com boa possibilidade da quarta, mas a quinta seria improvável, o que deixaria pelo menos um mandatário de fora.
Wagner Neto (SD) é tido como aquele com a recondução mais segura, mas há uma disputa intensa pelas demais vagas. Em 2022, Cristóvão Tormin (PRD) foi o menos votado, mas a diferença entre ele e os demais é pequena. Qualquer erro seria fatal para uma das candidaturas numa chapa tão disputada.
Quem também vive dias de incerteza é Vivian Naves (Republicanos). A deputada tem uma chapa mais à feição, mas a perda de votos tende a ser mais ampla. Em 2022, quando venceu sua primeira eleição, era primeira-dama e contou com todo o aparato da prefeitura para ser a campeã de votos em Anápolis, com mais de 25 mil votos.
Agora, não só deixou a máquina, como tem ainda outros empecilhos: o primeiro é o jogo contrário de Márcio Corrêa, que atua nos bastidores para enfraquecer as candidaturas dela e de Adailton; e o segundo é o grau de rejeição de Roberto Naves, ex-prefeito e marido de Vivian.
A campanha tem visto o impacto desta ‘tempestade perfeita’ nas pesquisas e faz uma ‘estimativa realista’ de 8 mil votos na cidade. Para fugir da dura realidade da principal base eleitoral, a deputada aposta em Goiânia e no interior. Ela tem nacos da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos da capital. A pasta é comandada por Eerizania Freitas, aliada de Vivian que foi candidata a prefeita em 2024. Sabrina Garcez também apoia a reeleição da parlamentar.
A percepção é de que a reeleição dela também está vinculada ao potencial da chapa. É dado como certo que o Republicanos fará apenas um nome por quociente partidário. E o favorito é Wellington Cardoso, que assume o patrimônio eleitoral da Igreja Universal, que era representada por Ricardo Quirino, agora candidato a deputado federal. A dúvida reside na possibilidade de o partido fazer mais uma cadeira na sobra. Neste caso, Vivian é a favorita para levá-la, mas disputa com Álvaro Guimarães, o outro nome com potencial da chapa.
Olho na sucessão de Corrêa
Além dos quatro candidatos à reeleição, há outros 26 postulantes de Anápolis que buscam vaga na Alego. Há poucas apostas de que alguém fora do quarteto possa entrar entre os 41, mas há uma campanha que ganhou tração na cidade. Trata-se de Graciele da Arte Trigo (Agir), ex-prefeita de Campo Limpo de Goiás, que estima ser a terceira mais votada no município.
Graciele tem também, como Amilton e o grupo de Roberto Naves, o objetivo de chegar à prefeitura. Por isso, a eleição para a Alego é passo fundamental para ela, que quer, no futuro, desafiar Amilton pelo protagonismo na base de Márcio Corrêa e chegar com apoio de Corrêa a uma eventual disputa municipal no futuro.










