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Caso Naskar: advogada suspeita de fraude milionária em Goiás é solta pela Justiça

Caso Naskar: advogada suspeita de fraude milionária em Goiás é solta pela Justiça

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A defesa de Jessika Lorrane Bastos de Castro informou nesta sexta-feira (11) que a advogada, de 35 anos, conseguiu autorização do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (MG) para deixar a prisão. Jessika é investigada por suspeita de participar de um suposto esquema de fraude por meio de invasão de sistemas da Zema Financeira em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A empresa é ligada à família do ex-governador e candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo).

Os advogados Augusto Corrêa de Sousa e Thomaz Ricardo Rangel disseram em nota que a soltura foi determinada após questionamentos sobre a legalidade da prisão preventiva. A liberdade foi concedida em caráter liminar, por meio de habeas corpus, com o reconhecimento, em princípio, de ilegalidade na origem do decreto prisional. A decisão também determinou a retirada da tornozeleira eletrônica.

“O habeas corpus concentrou-se em uma questão processual: a ausência de pedido do Ministério Público ou de representação da autoridade policial para a decretação da prisão preventiva. A defesa sustentou que a medida foi decretada de ofício, sem provocação válida das autoridades responsáveis pela investigação. Com isso, o Tribunal passou a analisar não o mérito das acusações, mas a legalidade do ato que determinou a prisão”, explicaram os advogados.

Jessika é a única investigada entre os presos na operação que teve sua situação cautelar modificada e está em liberdade, enquanto os demais permanecem privados de liberdade. Ela é companheira do empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, proprietário da fintech Naskar, alvo de mandado de prisão preventiva pela Justiça paulista.

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Douglas Azara, dono da Naskar (Foto: arquivo pessoal)

Douglas deixou o país antes do cumprimento da ordem judicial e viajou para Dubai, nos Emirados Árabes, e continua foragido. O desvio estimado é de R$ 60 milhões, mas os 3 mil clientes da Naskar teriam perdido quase R$ 1 bilhão em investimentos.

As investigações indicam que ambos compõem suposto esquema que envolvia a captação de recursos de investidores por meio da Naskar Gestão de Ativos, que prometia rendimentos considerados acima dos praticados no mercado. A empresa teria usado os valores recebidos dos clientes em uma operação que passou a apresentar problemas financeiros, com interrupção dos pagamentos e dificuldade de devolução dos recursos aplicados.

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Caso Naskar

O suposto esquema consistia no uso de credenciais de acesso comprometidas para invadir os sistemas da Zema Financeira e realizar transferências via Pix para contas ligadas ao grupo. O ataque causou um prejuízo estimado em R$ 75 milhões à instituição, dos quais cerca de R$ 60 milhões teriam sido desviados pelos envolvidos. A fraude foi identificada pela própria Zema no fim de 2025, e o caso foi comunicado às autoridades competentes.

Com atuação profissional em Goiás, Jessika passou a ser investigada pela ligação com o empresário pela suspeita de que teria auxiliado na estrutura utilizada pelo grupo. A apuração aponta que ela teria participado de movimentações consideradas relevantes pelos investigadores, incluindo o uso de recursos financeiros e empresas associadas ao casal.

A advogada possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), com registro em Anápolis. Conforme a investigação, parte das atividades analisadas pelas autoridades teria relação com a rotina do casal na cidade. Um imóvel onde os dois residiam, localizado em um condomínio fechado, entrou no conjunto de elementos avaliados durante as diligências.

Fuga para Dubai

Douglas Silva de Oliveira Azara, proprietário da Naskar, também aparece ligado a outras empresas e propriedades rurais em Rio Verde (GO), Mato Grosso, Rondônia e Maranhão. Apontado como um dos principais alvos da investigação, ele deixou o Brasil após a decretação da prisão preventiva e passou a ser procurado pelas autoridades. Nas redes sociais, o empresário publicou registros da viagem e afirmou estar no exterior.

O caso envolve a Naskar Gestão de Ativos e a suspeita de irregularidades que teriam causado prejuízos milionários a investidores. A empresa, que atuava no mercado financeiro, passou a ser investigada após clientes relatarem dificuldades relacionadas aos pagamentos prometidos e ao acesso aos valores aplicados.

As apurações indicam que a empresa teria atraído investidores com a promessa de rendimentos considerados acima dos praticados no mercado. Após problemas operacionais, clientes buscaram a Justiça para tentar recuperar os recursos investidos.

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