Além disso, um advogado de Goiânia conseguiu na Justiça uma liminar que determina que o Facebook crie um canal específico para receber denúncias de contas do WhatsApp que utilizam indevidamente sua identidade profissional para aplicar golpes em clientes. Dessa forma, artur Nascimento Camapum, que atua nas áreas de Direito Imobiliário e Condominial desde 2017, identificou 38 números diferentes usados nas fraudes desde 2025. Com isso, segundo ele, três clientes do escritório perderam, juntos, pelo menos R$ 65 mil.
Ao Mais Goiás, o advogado explicou que os criminosos utilizam o nome e fotografias dele ou do escritório, além de informações públicas de processos judiciais reais. Nesse sentido, para dar credibilidade às abordagens, também falsificam documentos e se passam por representantes da Justiça. Portanto, as tentativas continuaram mesmo após mais de 40 denúncias administrativas e a contratação de serviços pagos de verificação empresarial no WhatsApp Business. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Advogado de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.
Em seguida, A decisão foi assinada na sexta-feira (23) pelo juiz Fernando Ribeiro de Oliveira, da 20ª Vara Cível de Goiânia. De acordo com as apurações, dois dias antes, um novo caso foi comunicado à Justiça. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Advogado de Goiânia nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Advogado de Goiânia
Por outro lado, pela determinação judicial, a empresa terá 15 dias para disponibilizar um canal específico, acessível e permanente de atendimento ao advogado. Cada denúncia deverá receber um número de protocolo e uma resposta individualizada, com informações sobre as providências adotadas. O juiz também proibiu o encerramento automático das solicitações sem uma resposta concreta, mas permitiu o uso de ferramentas automatizadas no atendimento.
A plataforma também terá de apresentar, em cinco dias, um relatório detalhado sobre os números telefônicos denunciados pelo advogado desde 18 de agosto de 2025. O documento deverá informar a data de cada denúncia, o protocolo correspondente, as medidas adotadas, a situação atual das contas e as justificativas para eventuais impossibilidades de bloqueio.
Outra determinação prevê a desativação e o bloqueio, em até 48 horas após a intimação, das contas de WhatsApp vinculadas aos números identificados no processo. A ordem também poderá alcançar novas contas denunciadas pelo advogado, desde que sejam identificadas e acompanhadas de elementos mínimos que indiquem o uso fraudulento de sua identidade. A empresa deverá ainda adotar medidas técnicas para impedir que as linhas telefônicas especificamente bloqueadas por ordem judicial sejam cadastradas novamente.
Por outro lado, o magistrado rejeitou, neste momento, o pedido para bloquear preventivamente qualquer conta futura que utilize o nome, a fotografia ou a logomarca do advogado, sem a identificação específica da fraude.
A liminar se aplica especificamente ao caso do advogado Artur Camapum e não determina a criação de um canal de denúncias para todos os usuários do WhatsApp.
Como os golpes funcionam
De acordo com Artur Camapum, os criminosos utilizam diferentes estratégias para convencer os clientes a transferir dinheiro. Em uma delas, entram em contato por telefone e afirmam que o advogado está ocupado, enquanto eles participam de uma suposta audiência com um promotor e um juiz. Durante a conversa, dizem que uma magistrada estaria propondo um acordo para resolver o processo imediatamente e solicitam que a vítima participe de uma videochamada.
Nessas chamadas, os golpistas utilizam logotipos de instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o Ministério Público e orientam a vítima a compartilhar a tela do celular, utilizando outro aparelho. Segundo o advogado, os criminosos realizam movimentações entre contas da própria vítima e, depois, transferem valores elevados para contas de terceiros.
Outra modalidade envolve cobranças falsas de custas judiciais para liberar alvarás. Nesse caso, os golpistas afirmam estar no fórum e dizem que é necessário pagar determinadas taxas para que o dinheiro de um processo seja liberado.
O advogado relata que três clientes do escritório foram vítimas dos golpes, com prejuízos de R$ 5 mil, R$ 20 mil e mais de R$ 40 mil. Cada caso envolveu uma estratégia diferente utilizada pelos criminosos.
“Sempre utilizam dados de processos reais, mas falsificam documentos que não são dos autos”, comenta Artur.
Denúncias sem resposta e serviços pagos da Meta
O advogado afirma que já fez mais de 40 denúncias ao WhatsApp e ao Facebook, mas não recebeu respostas efetivas. “A plataforma envia uma mensagem automática falando para denunciar através da própria conversa do golpista. Nunca tem nenhum controle ou bloqueio e não se chega a resultado algum”.
O advogado também afirma que investiu mais de R$ 5 mil em duas assinaturas de serviços da Meta, uma para o Instagram e outra para o WhatsApp. Segundo ele, a contratação ocorreu diante da promessa de suporte exclusivo para contas empresariais, mas o atendimento continuou restrito a ferramentas de inteligência artificial, sem resultados concretos para interromper as fraudes.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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