Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Cidades

Sem queda de abstenção, Lula precisa levar 60% dos votos dos outros candidatos para igualar votação em Goiás

Para igualar sua votação de 2022 em Goiás, o presidente Lula precisará conquistar 60% dos votos dos demais candidatos, caso a abstenção não caia. Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro precisa atrair apenas 24% desses eleitores para alcançar a marca obtida por Jair Bolsonaro no estado.

Sobre o tema envolvendo Lula precisa, se a estratégia traçada pelo PT goiano de estimular o eleitor a comparecer às urnas e reduzir a abstenção no segundo turno não funcionar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará de 60,17% dos votos dos demais candidatos à presidência da República para igualar o desempenho que teve em Goiás em 2022.

Há quatro anos, o petista atingiu 1.542.115 votos no estado, o que equivaleu a 41,29% dos válidos naquela eleição. No primeiro turno deste ano, o presidente teve 1.188.880 votos, ou seja, 353.235 a menos do que o alcançado naquela ocasião.

À exceção de Lula e Flávio Bolsonaro (PL), os outros dez candidatos à presidência somaram em Goiás 587.055 votos. Num cenário em que os eleitores petistas e bolsonaristas mantenham suas convicções e não ‘virem votos’ e que a taxa de abstenção seja semelhante à do dia 4 de outubro, o montante que Lula precisa levar dos demais candidatos é 60%.

Contexto e detalhes sobre Lula precisa

A maior parte deste volume foi depositado no ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 472.041 votos. Mesmo que Lula leve todos os 115.014 votos dos outros nove candidatos, ainda precisaria de metade dos votos que Caiado teve para simplesmente replicar sua votação de 2022.

Caiado, porém, declarou apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro ato político do segundo turno. Daniel Vilela (MDB) também o fez, ou seja, o bolsonarismo ainda levou a força da máquina estadual.

Em 2022, entre um turno e outro, Lula ganhou apenas 87.392 votos em Goiás, num crescimento de 6%. Se mantiver a média da última eleição, o presidente ganhará 71.333 votos entre um turno e outro neste ano, o que o deixaria com 1.260.213, numa queda de 18,2%. Ou seja, para no mínimo alcançar o que teve na última eleição, o PT precisa quintuplicar o percentual de incremento de votos entre um turno.

Flávio perto do pai

Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno muito perto do que fez o pai no segundo turno em Goiás em 2022. Há quatro anos, Jair Bolsonaro teve no estado 2.193.041 votos, o equivalente a 58,71%. O senador fluminense fechou com 2.051.888 votos em 4 de outubro.

A diferença é de 141.153 votos apenas. Isso exige que ele atraia apenas 24% dos eleitores dos demais postulantes para alcançar a marca do pai em Goiás.

Em 2022, a diferença intraturnos na votação de Jair Bolsonaro foi de 272.838 votos. O percentual de crescimento, portanto, foi de 14,2%, mais que o dobro de Lula naquela ocasião. Se repetir o desempenho, Flávio levaria mais 291.368 votos a mais no próximo domingo (25), o que lhe totalizaria 2.343.256.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás