O Supremo Tribunal Federal decidiu manter preso o ex-secretário da Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, depois da audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (16/10), na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte.
Além de Marcus Amim, também foram alvos o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do União Brasil, e quatro policiais civis. Todos foram presos preventivamente depois de as investigações da Polícia Federal apontarem que eles integram uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis.
Os policiais foram identificados como Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo; José Carlos Alves de Souza Júnior; Christiano Gaspar Fernandes; e Giovanni Gaspar Fernandes. Nesta quinta-feira, os policiais também cumpriram 16 mandados de busca e apreensão por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores em aproximadamente R$ 700 milhões e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas supostamente ligadas ao esquema. Do total, 96 são postos de combustíveis que, segundo a investigação, seriam usados para ocultar recursos de origem criminosa e dar aparência legal ao dinheiro.
A PF aponta que Marcus Amim atuaria dando proteção institucional e policial ao grupo criminoso, recebendo recursos de empresas ligadas ao esquema e participando em operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro. Além disso, Amim teria conseguido espaço na administração pública por articulações de Márcio Canella, que fez indicações para cargos estratégicos, como a presidência do Detran-RJ e, depois, a Secretaria de Polícia Civil.
Além dos seis presos, os policiais apreenderam 20 veículos de luxo, 14 celulares, 49 joias e relógios de luxo, cerca de R$ 90 mil em espécie, 33 armas, e munições, mídias e eletrônicos, além de documentos diversos.
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