Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Cidades

Governo planeja o fim da tabela SUS, com modelo de remuneração por desfecho clínico na Saúde

Governo planeja o fim da tabela SUS, com modelo de remuneração por desfecho clínico na Saúde

O Ministério da Saúde planeja extinguir a tabela tradicional do SUS e substituí-la por um modelo de remuneração focado em desfechos clínicos e resolutividade. A medida faz parte da reformulação do custeio público, que já aplica novos parâmetros em 1.500 procedimentos e prevê a entrega do Painel Nacional das Filas até o fim do ano.

Sobre o tema envolvendo modelo de remuneração, além disso, O Ministério da Saúde prepara uma reformulação estrutural no custeio da saúde pública brasileira e pretende extinguir de forma definitiva a tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), em vigor há quase três décadas. Dessa forma, A estratégia para um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi detalhada pelo ministro da pasta e coordenador do plano de governo da campanha de reeleição, Alexandre Padilha, em entrevista concedida à jornalista Cláudia Collucci, da Folha de S.Paulo.

Com isso, A mudança central substitui o pagamento individualizado por procedimento por um modelo focado no desfecho e na resolutividade do atendimento aos pacientes. Nesse sentido, atualmente, cerca de 1.500 cirurgias e exames já deixaram de seguir a tabela tradicional e migraram para os parâmetros do programa Agora Tem Especialistas, cujos repasses são de três a quatro vezes superiores e variam conforme a realidade de cada região do país. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a modelo de remuneração continuam sendo acompanhados com atenção.

Modelo de remuneração: “É preciso enterrar esse modelo”, afirma Padilha sobre a remuneração fragmentada

Portanto, ao justificar a transição, Padilha criticou a lógica de remuneração que perdura desde os anos 2000 e enfatizou a necessidade de integrar toda a linha de cuidado do cidadão. “Vamos enterrar definitivamente a tabela SUS dos últimos 20 anos. Em seguida, ela já não é parâmetro para cerca de 1.500 procedimentos cirúrgicos e exames. De acordo com as apurações, os próximos quatro anos do governo Lula vão ficar marcados por enterrar esse mecanismo superado de financiamento”, declarou o ministro.

Por outro lado, padilha rebateu as frequentes cobranças de entidades hospitalares e gestores por simples reajustes lineares dos valores históricos. “Ele é antigo porque fragmenta o cuidado e paga por procedimento, quando é preciso pagar pelo resultado para o paciente. Vale destacar que tem gente que fala em reajustar a tabela. Sendo assim, está errado. Nós já reajustamos, reajustamos todo ano. Não basta reajustar; é preciso enterrar esse modelo”, enfatizou.

Para viabilizar a transformação, o programa Agora Tem Especialistas atua em duas frentes de financiamento: exige a contratação casada de consultas, exames e cirurgias com valores atualizados e viabiliza a negociação de dívidas ou concessão de créditos tributários a hospitais privados em troca de assistência. Segundo o titular da Saúde, essa última modalidade já formalizou R$ 1 bilhão em contratos neste ano, correspondendo à oferta de 1,2 milhão de procedimentos na rede suplementar.

Painel Nacional das Filas do SUS e monitoramento digital até o fim do ano

Um dos principais desafios da gestão pública, a redução no tempo de espera por diagnósticos e intervenções, deve ganhar transparência nos próximos meses. Padilha assegurou que o Painel Nacional das Filas do SUS será entregue até o final deste ano, impulsionado pela aprovação de legislação no Congresso Nacional que tornou compulsório o envio de dados por estados e municípios.

O ministro ressaltou que a gestão direta das marcações compete aos entes locais e apontou resistências na consolidação dos registros. “É preciso deixar claro que essas filas são dos municípios e dos estados, não do governo federal. A lei exige que eles passem informações que hoje não passam. O estado de São Paulo é um dos que não passam”, alertou.

Sobre o contingente total de brasileiros que aguardam atendimento, Padilha evitou antecipar projeções preliminares: “Quando eu mostrar o painel, todo mundo vai saber”. Paralelamente ao painel, o ministério desenvolve uma solução digital em parceria com hospitais federais universitários e redes municipais para permitir o agendamento e o rastreamento individual da posição na fila via celular.

Recorde em cirurgias eletivas, mutirões móveis e agilidade em diagnósticos

No balanço das ações operacionais, o ministro destacou o avanço na realização de cirurgias programadas pelo sistema público. Em 2025, o SUS registrou a marca recorde de quase 15 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 42% em comparação a 2022, com estimativa de atingir 16 milhões de procedimentos ao término de 2026.

Para destravar gargalos específicos em exames de imagem e rastreio oncológico, o governo investiu na aquisição em larga escala de tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética e aceleradores lineares para radioterapia, além do envio de unidades móveis especializadas. Iniciado com unidades itinerantes, as carretas de saúde devem fechar o ano com 150 veículos permanentes, tendo atendido mais de 4.300 municípios e acumulado mais de 1 milhão de atendimentos.

Outro marco foi o supercentro de telediagnóstico. Criado em parceria com o centro oncológico A.C.Camargo, o polo analisa amostras de biópsias de todo o território nacional, encurtando o prazo médio de laudos anatomopatológicos de sete meses para apenas sete dias.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás