A deputada federal Adriana Accorsi denunciou uma articulação da velha guarda para removê-la da direção do PT em Goiás e lançou a nova ala partidária ‘Força Popular’. Ela também relatou resistência interna à sua liderança e tentativas de afastá-la da coordenação da campanha de Lula no estado.
Além disso, A deputada federal Adriana Accorsi (PT) disse nesta quinta-feira (15), por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que “um grupo da velha guarda se movimenta” para tirá-la da direção do partido em Goiás. Dessa forma, A parlamentar rompeu com o grupo e anunciou uma nova ala dentro do PT, chamada de Força Popular.
Com isso, ao longo deste ano, a parlamentar já teve estranhamentos públicos com outros nomes do partido. Ela se queixava de “homens que não aceitavam a liderança de uma mulher” que insistiam para que ela retirasse a candidatura a deputada federal e saísse a governadora. O maior estranhamento foi com Delúbio Soares, que ficou como segundo suplente da chapa petista. Ele, por sua vez, negou que quisesse tirá-la da disputa pela Câmara.
Na nota, Accorsi diz que integrantes deste grupo da ‘velha guarda’, já tentaram força-la a desistir da candidatura a deputada federal e está “incomodado com a liderança feminina”.
Segundo ela, a nova tendência do partido, a Força Popular, resgatará a ligação com movimentos sociais e sindicais. “Com ela, seguimos firmes junto com o presidente Lula e do lado do povo. Nossa luta tem história, tem força e, acima de tudo, tem o reconhecimento do povo goiano. Temos orgulho dessa caminhada de enfrentamento ao conservadorismo e de defesa das bandeiras em favor da classe trabalhadora e dos direitos da população e, principalmente, de defesa dos direitos da mulher. A força do pensamento progressista e da juventude são a vertente para o futuro”, escreveu.
Adriana Accorsi: Coordenação da campanha de Lula
Num grupo de WhatsApp com membros do PT, Adriana Accorsi também relatou ter ouvido do presidente nacional do partido, Edinho Silva, que petistas goianos disseram que ela estaria doente e, portanto, não poderia coordenar a campanha de Lula em Goiás no segundo turno. Num primeiro momento, Luis Cesar Bueno foi o escolhido, agora, ela assume a função.
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