Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Ultimas Noticias

UFMG inaugura supercomputador “Soberano” para revolucionar o mapeamento do território brasileiro

UFMG inaugura supercomputador “Soberano” para revolucionar o mapeamento do território brasileiro

Além disso, A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugurou nesta semana um supercomputador de inteligência artificial que promete transformar o mapeamento do território brasileiro. Dessa forma, batizado de “Soberano”, o equipamento começou a funcionar oficialmente no Instituto de Geociências da universidade, em Belo Horizonte.

Com isso, A máquina chega para resolver um problema histórico: atualmente, apenas 8% do Brasil conta com um mapeamento preciso. Nesse sentido, utilizando inteligência artificial e câmeras de alta tecnologia capazes de captar detalhes invisíveis a olho nu, o supercomputador fará a leitura de imagens de satélites e drones de forma ultra processada.

A professora do Departamento de Cartografia da UFMG e coordenadora do projeto, Sônia Carvalho Ribeiro, explica o salto de qualidade no detalhamento das imagens, que será fundamental para a prevenção de desastres naturais.

Contexto e detalhes sobre mapeamento do território

“Até agora, a gente estava trabalha com pixels representando o terreno por áreas de 900 metros quadrados, e passamos para 25 metros quadrados no detalhamento. O objetivo é extrair dessas imagens de satélite feições como o uso do solo, infraestrutura, relevo e paisagem. Vamos fazer cartas muito detalhadas que permitem planejar a infraestrutura, prever desastres e garantir o cumprimento da legislação florestal”

Uso estratégico e soberania O trabalho da nova tecnologia vai muito além da questão ambiental. O mapeamento é considerado estratégico para a agricultura, a gestão de recursos hídricos e a defesa nacional, motivo pelo qual o supercomputador foi batizado de “Soberano”.

“Isso serve para muitas aplicações de defesa nacional. Soberania, saber onde tem a comida. Como essas imagens são atualizadas diariamente, a gente consegue saber a evolução da safra e que água vamos ter para fazer as irrigações. Conhecer o território com muito detalhe é o objetivo”

Ao destacar o papel da universidade pública na geração de dados para o país, a coordenadora reforça a importância do trabalho em rede: “Dei o nome de Soberano porque vai criar dado, vai criar inteligência, que é de universidades públicas federais. A infraestrutura não é nada sem as pessoas, e a universidade não é nada sem as parcerias para fora”, conclui.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Falsa dentista é presa durante fiscalização em clínica de Magé

Redação Foco Goiás