Sábado, 7 de novembro de 2026
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Por dentro do Jóquei Clube de Goiás: veja como está o prédio 17 anos após o primeiro fechamento

Por dentro do Jóquei Clube de Goiás: veja como está o prédio 17 anos após o primeiro fechamento

Além disso, A sede do Jóquei Clube de Goiás, no Setor Central de Goiânia, precisa de intervenções de conservação antes de voltar a receber o público, mas os preparativos já estão em andamento. Dessa forma, após um período de cerca de 17 anos sem funcionamento, mas com atividades intermitentes, o prédio – alvo de uma disputa judicial por desapropriação – passa por uma avaliação conduzida pela própria diretoria para identificar as condições da estrutura, além dos reparos necessários para recuperar os espaços. Com isso, O local constitui, segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU), uma das obras mais expressivas da arquitetura modernista brasileira.

Nesse sentido, trabalho acadêmico da arquiteta Sofia Fernandes Torres Lima aponta que o prédio surgiu em 1935 para sediar o então Automóvel Clube de Goiânia, primeiro clube da capital. Em 1938, a estrutura foi rebatizada com o nome atual e só em 1960, após concurso que elegeu projeto modernista do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, passou por nova construção, inaugurada em 1975. Esta última intervenção, que prevalece até os dias atuais, ampliou o prédio para três pavimentos e realizou integração ao bosque, entre outras benfeitorias.

A análise inicial aponta desgastes em alguns pontos, mas, segundo o arquiteto do Jóquei e coordenador do trabalho, Kildere Whikichan, não há previsão de grandes alterações na construção, como demolição ou levantamento de paredes. Ele explicou, porém, que o envelhecimento natural do imóvel exige manutenção. A próxima etapa do diagnóstico prevê a análise dos projetos originais de arquitetura, estrutura e instalações do prédio para comparar as informações técnicas com a situação atual.

Contexto e detalhes sobre Jóquei Clube

A sede também guarda parte importante da trajetória do clube. Entre os materiais preservados estão documentos administrativos, registros de associados, projetos relacionados à instituição e ao hipódromo, além de troféus das décadas de 1930 e 1940, que estão sendo inventariados e organizados com o objetivo de catalogar o acervo e avançar no processo de digitalização.

Além da conservação da construção, a regularização de licenças e documentos é uma das etapas para permitir a retomada das atividades. A presidente do Jóquei Clube, Nívea de Paula, explicou que o trabalho envolve tanto a recuperação física do espaço quanto a organização da instituição para uma nova fase. Com a avaliação técnica e a regularização em andamento, a diretoria estuda formas de voltar a ocupar o espaço, incluindo a possibilidade de atividades esportivas e eventos de Carnaval em 2027.

A situação do imóvel também envolve uma disputa judicial com a Prefeitura de Goiânia em um processo de desapropriação que continua em andamento. A decadência do Jóquei Clube, documentada desde a década de 1990, foi marcada por sucessivos fechamentos, sendo o primeiro e mais severo em 2009. O município de Goiânia aponta que os débitos fiscais atribuídos ao Jóquei Clube chegam a R$ 226,97 milhões, sendo a maior parte referente a IPTU acumulado entre 1997 e 2025.

Principais pontos e impactos da decisão

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás