Domingo, 11 de outubro de 2026
Cidades

Pesquisadores goianos se unem para antecipar riscos do El Niño em Goiás

Pesquisadores goianos se unem para antecipar riscos do El Niño em Goiás

Pesquisadores de cinco Centros de Excelência em Goiás uniram forças para avaliar os impactos do El Niño no Estado entre 2026 e 2027. O grupo produziu uma nota técnica com dados e recomendações para mitigar riscos na agricultura, recursos hídricos, saúde e prevenção de queimadas.

Além disso, pesquisadores de cinco Centros de Excelência em Goiás uniram para avaliar os possíveis impactos do El Niño no Estado entre 2026 e 2027. Dessa forma, O trabalho resultou em uma nota informativa que reúne dados e recomendações para auxiliar o poder público, setores produtivos e a sociedade na preparação para efeitos do fenômeno sobre o clima, os recursos hídricos, a agricultura, as queimadas e a saúde.

Com isso, as análises apontam que o El Niño pode atingir forte intensidade e persistir até o início de 2027. Nesse sentido, para Goiás, o cenário indica temperaturas acima da média, possibilidade de episódios de calor intenso e maior irregularidade na distribuição das chuvas. Os pesquisadores ressaltam, porém, que os efeitos não devem ocorrer de maneira uniforme no Estado e que as projeções representam cenários de risco que precisam ser acompanhados continuamente, e não previsões determinísticas.

A combinação de temperaturas elevadas, irregularidade das precipitações e possível atraso na regularização das chuvas pode afetar diferentes setores. Entre os pontos de atenção estão a disponibilidade de água superficial e subterrânea, vazões de rios e recuperação de reservatórios; o calendário e o desempenho das culturas agrícolas; o aumento das condições favoráveis a queimadas e incêndios florestais; e os impactos do calor e da fumaça sobre a saúde da população.

Contexto e detalhes sobre El Niño

Na agricultura, por exemplo, um eventual atraso na consolidação das chuvas pode interferir na semeadura da soja e, consequentemente, reduzir a janela disponível para culturas de segunda safra, como milho e sorgo. Na saúde, ondas de calor podem agravar problemas cardiovasculares, respiratórios e renais, enquanto a fumaça das queimadas amplia riscos associados à poluição atmosférica. As condições climáticas também podem influenciar a dinâmica de arboviroses, embora fatores como urbanização, mobilidade, imunidade e circulação viral também sejam determinantes.

Diante desse cenário, os pesquisadores recomendam intensificar o monitoramento climático e hidrometeorológico; acompanhar a disponibilidade e a demanda por água; fortalecer o planejamento agrícola; ampliar as ações de prevenção e resposta a queimadas e incêndios florestais; preparar a rede de saúde para possíveis efeitos do calor, da fumaça e das arboviroses; e integrar informações produzidas por diferentes instituições e setores.

Integração científica

Participaram da elaboração da nota pesquisadores dos Centros de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado), em Segurança Hídrica do Cerrado (Cehidra Cerrado), em Tecnologia e Inovação em Saúde (CETI-Saúde), em Genética e Genômica (CEGGen) e Agricultura Exponencial (Ceagre). Os centros estão sediados na Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

A atuação conjunta mostra uma das principais características da política de Centros de Excelência: reunir diferentes competências científicas para enfrentar problemas complexos. Enquanto o CEMPA-Cerrado atua no monitoramento e previsão ambiental, o Cehidra trabalha com segurança hídrica, o Ceagre conecta ciência e tecnologia ao setor agropecuário, o CETI-Saúde desenvolve soluções e pesquisas aplicadas à saúde e o CEGGen amplia a capacidade de pesquisa em genética e genômica.

A nota sobre o El Niño 2026/2027 transforma essa estrutura científica em uma ferramenta de planejamento. Ao integrar dados ambientais, climáticos, agrícolas, hidrológicos, epidemiológicos e genômicos, os Centros oferecem conhecimento para antecipar riscos e orientar decisões antes que possíveis impactos se agravem. A iniciativa reforça a estratégia do Governo de Goiás de investir em ciência, tecnologia e inovação como instrumentos para o desenvolvimento do Estado e para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Subiu! Vila Nova vence o Londrina e garante acesso à Superliga B Feminina de Vôlei

Redação Foco Goiás