
A Polícia Federal (PF) autuou o Paysandu Sport Club e a empresa de vigilância contratada pelo clube após identificar irregularidades no esquema de segurança de uma partida realizada nessa segunda-feira (7/9), no estádio Mangueirão, em Belém (PA).
Entre os problemas encontrados estavam vigilantes que não possuíam o curso de extensão exigido para trabalhar em eventos sociais. O projeto de segurança apresentado para a partida também não havia sido aprovado pela PF.
Leia também
-
Mirelle Pinheiro
O que sabe sobre caso do empresário e PM abordados pela PF com R$ 4 milhões
-
Mirelle Pinheiro
Entenda como empresário tentou driblar a PF após saque de R$ 4 milhões
-
Mirelle Pinheiro
PF apura se milhões sacados por empresário iriam para campanha ao Senado
-
Mirelle Pinheiro
Saiba quem são empresário e PM abordados pela PF com R$ 4 milhões
Segundo a corporação, o documento obrigatório foi entregue de forma incompleta e fora do prazo estabelecido.
O Paysandu foi responsabilizado na condição de clube mandante da partida. A empresa contratada para prestar o serviço de vigilância no estádio também foi autuada.
Uma equipe da Polícia Federal foi ao Mangueirão antes do início do jogo e permaneceu fiscalizando o trabalho da segurança privada durante o evento. A corporação informou que novas autuações ainda poderão ocorrer caso outras irregularidades sejam constatadas.
Entre no canal de WhatsApp
da Coluna Mirelle Pinheiro
Problemas se repetiram no Mangueirão
A fiscalização dessa segunda-feira não foi um episódio isolado. De acordo com a PF, as mesmas irregularidades haviam provocado autuações no domingo (6/9), também durante uma partida de futebol realizada no Mangueirão.
A atuação ocorre em meio à aplicação das novas regras de fiscalização da segurança privada em grandes eventos.
Desde julho deste ano, uma instrução normativa da Polícia Federal estabeleceu procedimentos para autuação das irregularidades identificadas durante esse tipo de fiscalização.
Pelas regras, eventos que utilizem segurança privada precisam ser comunicados à PF com pelo menos 24 horas de antecedência, com informações como o número e a identificação dos vigilantes empregados e a estimativa de público.
Quando o evento tiver mais de mil pessoas, também é obrigatória a apresentação de um projeto de segurança elaborado e assinado por gestor de segurança privada.
O documento deve trazer, entre outros pontos, uma análise dos riscos envolvidos e um plano de contingência para situações que possam ocorrer durante o evento.
Alerta
A Polícia Federal também destacou uma diferença entre vigilantes e profissionais contratados apenas para prestar apoio e orientação ao público.
Embora esses trabalhadores possam atuar em grandes eventos, eles não podem desempenhar funções exclusivas dos vigilantes, como realizar revistas pessoais.
A fiscalização do setor cabe à própria PF. Desde a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024, a Superintendência da corporação no Pará afirma ter realizado reuniões, visitas técnicas e ações de orientação com clubes de futebol, órgãos de segurança e demais responsáveis pela organização de grandes eventos.










