Terça-feira, 27 de outubro de 2026
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‘Não vejo caminho para punir o Estudiantes’, diz Andrei Kampff sobre caso Marcos Rojo

‘Não vejo caminho para punir o Estudiantes’, diz Andrei Kampff sobre caso Marcos Rojo

Além disso, A esperança do Flamengo em reverter nos tribunais a eliminação na semifinal da Copa Libertadores e herdar a vaga na grande decisão contra o Palmeiras foi classificada como remota por Andrei Kampff. Dessa forma, em participação nesta terça-feira (27/10) no programa Papo de Craque, da TMC, o jornalista e advogado especialista em direito desportivo analisou a polêmica envolvendo a escalação do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes. Segundo ele, o clube argentino atuou respaldado por uma decisão de instância superior reconhecida pela própria Conmebol, o que esvazia qualquer perspectiva de punição desportiva drástica.

Mesmo com declarações recentes do técnico Leonardo Jardim afirmando alimentar expectativas de classificação na Justiça, o cenário prático caminha na direção oposta. “O Flamengo está dentro do direito dele de recorrer às instâncias cabíveis”, pontuou Kampff. Contudo, o especialista ressaltou que o tempo atua frontalmente contra a pretensão carioca: “O que a gente precisa dizer desse caso é que a esperança do Flamengo diminui a cada dia que passa. A gente tem uma final logo ali, ingressos sendo vendidos, pessoas comprando pacotes e trazendo uma série de problemas em caso de transferência”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Andrei Kampff continuam sendo acompanhados com atenção.

Andrei Kampff: O respaldo do TAS e o princípio pró-competição nos tribunais esportivos

O cerne da disputa jurídica reside na atuação do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), órgão máximo de resolução de conflitos reconhecido internacionalmente. O Estudiantes obteve uma liminar autorizando a escalação de Rojo após a Conmebol recusar a inscrição inicial, o que confere legalidade imediata à sua presença no gramado. Embora o tribunal com sede na Suíça tenha rejeitado um pedido para proibir preventivamente eventuais punições futuras da entidade sul-americana, Kampff esclareceu que isso decorre apenas dos limites processuais do tribunal, que atua em grau de recurso e não pode julgar situações hipotéticas. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Andrei Kampff nos últimos dias.

Diante desse desenho, o especialista descarta a anulação da partida disputada no Maracanã ou a desclassificação do time de La Plata. “A justiça desportiva existe não para não aplicar o regulamento, mas para preservar o resultado de campo”, destacou o advogado. Kampff enfatizou que a jurisprudência esportiva mundial é pautada pelo princípio da estabilidade das competições: Especialistas destacam que novas atualizações sobre Andrei Kampff devem surgir em breve.

“O resultado de campo vale. Ele só deixa de valer em casos muito sérios, graves e com prova cabal, ou seja, definitiva, incontestável. Por isso é muito difícil de acontecer. Como a Conmebol autoriza os clubes a buscar recurso junto ao TAS e esse tribunal dá condição de jogo para o Estudiantes, eu não vejo caminho para ela punir o Estudiantes nem punir o Rojo. Não tem caminho se ele tinha uma autorização de um tribunal reconhecido pela própria entidade”

Diferenças entre a Justiça brasileira e a Conmebol

Durante o debate com os integrantes da bancada da TMC, Kampff explicou que o tribunal da Conmebol opera de maneira estritamente administrativa e penal, diferindo do rito constitucional brasileiro que garante ampla defesa e sessões públicas abertas. “É uma decisão muito mais administrativa, quase como um tribunal de trânsito: toma a multa e analisa depois”, comparou o especialista, pontuando que o colegiado apenas aplica sanções com base em decisões monocráticas ou pareceres internos sem a transparência do modelo nacional.

O advogado também apontou que a raiz do problema reside na redação dúbia das diretrizes da Libertadores, que misturam referências a janelas internacionais e prazos de transferências domésticas antes da semifinal. Ainda assim, uma incerteza paira sobre a final contra o Palmeiras no dia 28 de novembro, já que a liminar concedida a Rojo pode não cobrir automaticamente o duelo decisivo. Caso o zagueiro não tenha nova autorização para jogar em Montevidéu, Kampff avalia que isso geraria debates acalorados sobre a isonomia do torneio, mas sem força suficiente para alterar os finalistas definidos dentro das quatro linhas.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás