Sábado, 7 de novembro de 2026
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Justiça paraguaia decreta prisão preventiva de Santiago Peña, ex-presidente do país

Justiça paraguaia decreta prisão preventiva de Santiago Peña, ex-presidente do país

Além disso, A Justiça do Paraguai decretou neste sábado (07/11) a prisão preventiva de Santiago Peña, ex-presidente do país. Dessa forma, A decisão atendeu a pedido do Ministério Público, feito horas antes da audiência. Com isso, peña havia sido destituído do cargo por impeachment nessa sexta-feira (06/11), por unanimidade no Senado do Paraguai.

Nesse sentido, humberto Otazú, o magistrado à frente do processo, declarou que a detenção tem como objetivo assegurar que Peña permaneça no país enquanto as investigações avançam. Portanto, O ex-presidente deverá cumprir a prisão no Regimento de Escolta Presidencial, conforme determinado por Otazú. Em seguida, na audiência realizada em Assunção, que teve início por volta das 11h (horário de Brasília), Peña exerceu o direito ao silêncio.

Preventiva de Santiago: Investigação ligada ao banco Ueno

A origem do caso remonta ao colapso do banco digital Ueno, cujos clientes ficaram impossibilitados de acessar suas contas. A intervenção do Banco Central paraguaio na instituição ocorreu depois que foram detectadas falhas em operações de crédito e inconsistências no registro contábil de ativos. A autoridade monetária concluiu que o Ueno havia esgotado sua capacidade de manter as atividades por falta de capital.

Peña figura entre os sócios identificados no grupo que controlava o Ueno e sua participação na holding vinculada ao banco se estendeu até março de 2025. O Ministério Público apura contra ele os crimes de lesão de confiança, na qualidade de instigador, e de administração em proveito próprio, na qualidade de autor, ressalvando-se que se trata de investigação, sem condenação.

Crise política e mudança no poder

Nessa quinta-feira (05/11), Peña havia anunciado que renunciaria ao cargo. A saída voluntária, no entanto, não encerrou o processo de impeachment. O Senado prosseguiu com a votação e destituiu o presidente por unanimidade nessa sexta-feira (06/11). Ainda na mesma noite, Peña foi preso temporariamente.

A renúncia ao cargo abriria a Peña a possibilidade de ocupar assento vitalício no Senado e de usufruir de imunidade parlamentar, benefícios que deixaram de ser viáveis com o avanço do processo de impeachment.

O vice-presidente Pedro Alliana tomou posse na Presidência e conduzirá o governo até o fim do mandato, cujo término está previsto para agosto de 2028. Investigações criminais abertas pelo Ministério Público alcançam também Alliana, dirigentes do Banco Central e o próprio Peña.

O juiz Otazú ainda analisa o pedido do Ministério Público para bloquear os bens de Peña. Parte do pedido segue em avaliação.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás