O ex-governador de Goiás José Eliton e lideranças ligadas ao PSDB divulgaram manifesto declarando apoio à reeleição de Lula no segundo turno. Apesar da decisão, o grupo ressaltou que o posicionamento não significa adesão irrestrita e cobrou a formação de um governo plural.
Além disso, O ex-governador de Goiás José Eliton e um grupo formado por políticos, ex-gestores públicos, empresários, advogados e nomes historicamente ligados ao PSDB declararam apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Dessa forma, O posicionamento consta no manifesto “Por um Brasil soberano, justo e inclusivo”, divulgado neste domingo (18).
Com isso, entre os signatários estão o vice-presidente nacional do PSDB e ex-deputado federal Giuseppe Vecci; a ex-deputada federal e ex-secretária de Educação Raquel Teixeira; o jornalista e ex-candidato à Prefeitura de Goiânia Matheus Ribeiro; e o empresário e ex-deputado federal Jalles Fontoura. Nesse sentido, A lista reúne ainda ex-dirigentes tucanos e antigos integrantes de governos de Goiás. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a José Eliton continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, no documento, o grupo se apresenta como integrante do “centro democrático brasileiro”, independentemente de filiação partidária, e relaciona a decisão de apoiar Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin à defesa da democracia, das instituições e da moderação política.
Diante das circunstâncias atuais do Brasil, e em plena coerência com os valores aqui afirmados, declaramos nosso voto no presidente Lula e no vice-presidente Alckmin — candidatura que reúne trajetórias distintas em torno da defesa da democracia, da inclusão social e do desenvolvimento nacional.
Em seguida, ao Diário de Goiás, José Eliton afirmou que a decisão de apoiar a chapa Lula-Alckmin está alinhada à trajetória política que construiu no campo da social-democracia e do centro democrático. De acordo com as apurações, O ex-governador citou nomes como Mário Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e Henrique Santillo como referências desse posicionamento. “Sempre me posicionei dentro desse espectro ideológico: centro democrático”, afirmou.
Por outro lado, eliton lembrou ainda seus posicionamentos nas últimas duas eleições presidenciais. Vale destacar que em 2018, apoiou Geraldo Alckmin no primeiro turno e Fernando Haddad no segundo. Já em 2022, declarou voto em Lula e Alckmin, apoio que decidiu repetir neste segundo turno.
“Em suma, mantenho minha coerência política. Valores democráticos, a defesa das minorias, a inclusão social, as garantias individuais e a preservação ambiental são os pilares que fundamentam minhas decisões”, declarou.
Apoio com críticas e cobranças
Apesar da declaração de voto, os signatários deixam claro que o apoio não representa adesão irrestrita ao governo. “Nossa declaração de voto não implica na abdicação das críticas construtivas”, pontua o documento.
O grupo defende mudanças em uma eventual nova gestão de Lula e cobra a formação de um governo mais amplo, que, segundo o manifesto, não se limite à composição de uma maioria parlamentar, mas contemple diferentes setores e pensamentos da sociedade.
Na entrevista, José Eliton reforçou essa cobrança. Para ele, uma eventual vitória de Lula deve ser acompanhada por mudanças na condução do governo e pela ampliação do espaço para diferentes correntes da sociedade.
“Espero que uma eventual vitória do presidente Lula possibilite correções de rota para viabilizar uma gestão verdadeiramente plural, que represente o pensamento de toda a sociedade brasileira, e não apenas de um espectro partidário”, afirmou.
Democracia, responsabilidade fiscal e políticas sociais
O manifesto também apresenta os princípios defendidos pelo grupo, entre eles o fortalecimento do Estado democrático de direito, a independência das instituições, a liberdade, a justiça social, a responsabilidade fiscal e o respeito aos direitos humanos e às minorias.
“O Brasil vive um momento decisivo. A democracia, que custou a tantos brasileiros sacrifício e coragem, exige de cada geração a sua defesa ativa. Não há neutralidade possível quando estão em jogo as instituições, a liberdade e a dignidade do povo brasileiro”, diz o documento.
Na sequência, o grupo afirma, “com clareza e sem hesitação”, os princípios que os une em defesa da democracia, da economia de mercado regulada, da educação e saúde públicas, da proteção ambiental e do combate aos extremos.
Defesa do centro democrático
O documento também apresenta a visão do grupo sobre o papel do centro político. “O centro democrático não é omissão, não é indefinição, não é covardia. O centro democrático é uma posição firme e altiva: a da razão contra o fanatismo, a da Constituição contra o arbítrio, a do interesse nacional contra o sectarismo.”
Ao defender a moderação e se posicionar contra a radicalização política, os signatários reivindicam como referências nomes ligados à construção democrática e à social-democracia brasileira, entre eles Ulysses Guimarães, Mário Covas, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Pedro Malan e Henrique Santillo.
Além de José Eliton, Giuseppe Vecci, Raquel Teixeira, Matheus Ribeiro e Jalles Fontoura, assinam o manifesto a ex-primeira-dama Fabrina Müller Figuerêdo; o professor de Direito Constitucional Jonathas Silva; o ex-presidente da Agetop Jayme Rincon; o ex-presidente do PSDB Paulo de Jesus; o ex-deputado federal Antônio Faleiros; entre outros gestores, advogados e empresários.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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