Sobre o tema envolvendo Israel vota, além disso, israel realiza nesta terça-feira (27/10) uma eleição geral para renovar o Knesset (Parlamento). Dessa forma, são 7,3 milhões de eleitores aptos a votar, segundo o Comitê Central Eleitoral de Israel. Com isso, estão em disputa os 120 assentos da casa legislativa.
Nesse sentido, trata-se do primeiro pleito realizado após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, ofensiva que resultou em mais de 1.200 mortos e 251 pessoas levadas como reféns, desencadeando a guerra em Gaza. Portanto, O conflito já acumula cerca de 75 mil mortes do lado palestino. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Israel vota continuam sendo acompanhados com atenção.
Israel vota: Netanyahu sem maioria garantida
Em seguida, as pesquisas de intenção de voto indicam que o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, deve obter entre 20 e 30 cadeiras. O resultado colocaria o Likud empatado com o Yashar, legenda liderada pelo ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu.
O cenário mais preocupante para o premiê, contudo, é o cômputo geral. As sondagens indicam que a atual coalizão de Netanyahu dificilmente alcançará os 61 assentos exigidos para assegurar maioria no Knesset. O Otzma Yehudit, legenda liderada pelo ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, também deve ficar abaixo de 9 assentos, conforme os mesmos levantamentos.
Sem maioria, Israel pode ser obrigado a repetir o processo eleitoral. O país já passou por cinco eleições sem que nenhum governo fosse formado com maioria, até que Netanyahu garantiu a sua no fim de 2022, com uma aliança que incluiu o partido de Ben-Gvir.
Crise com os militares e a sombra do Irã
Às vésperas do pleito, a campanha foi abalada por uma reportagem da imprensa israelense segundo a qual Netanyahu teria exercido pressão sobre o alto comando militar para que fosse desencadeada uma ação bélica contra Teerã, ameaçando exonerar os líderes das Forças Armadas que se opusessem à ordem. O gabinete do premiê desmentiu oficialmente a informação.
A veracidade da reportagem permanece sem confirmação. Ainda assim, o episódio deu munição à oposição, que responsabiliza Netanyahu por ameaçar o equilíbrio da região em função de cálculos eleitorais.
O peso da guerra na campanha
Netanyahu centralizou seu discurso de campanha na guerra, incluindo o confronto com o Irã. O premiê tenta a reeleição enquanto responde a processos na Justiça israelense. As pesquisas mostram eleitores divididos entre os argumentos da oposição e os de seus apoiadores.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aliado de Netanyahu, acompanha o processo de fora. Outdoors de campanha do premiê foram exibidos em Tel Aviv nessa segunda-feira (26/10), véspera da eleição.
O Comitê Central Eleitoral de Israel informou que cerca de 12 mil seções eleitorais estarão abertas para receber os votos. Não há, até o momento, previsão de quando os resultados serão consolidados.
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