O governo dos Estados Unidos apontou deficiências do Brasil no enfrentamento das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). O relatório foi encaminhado ao Congresso dos EUA em (15/09) e tornado público pelo Departamento de Estado em (16/09).
No mesmo relatório, Trump excluiu a Venezuela do grupo de nações consideradas omissas no enfrentamento ao narcotráfico nesta quarta-feira (16/09). Desde 2005 o país não ficava fora dessa classificação.
O governo americano afirmou no documento que as duas organizações brasileiras “transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína”.
O presidente dos EUA foi além: classificou o PCC e o CV como ameaça à segurança mundial e cobrou resposta imediata do governo Lula, pedindo que ele adote, “com urgência, medidas enérgicas para enfrentar” os grupos.
“Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas firmes para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, afirmou Trump.
PCC e CV na lista de organizações terroristas
Ambas as organizações foram designadas como terroristas pelos EUA em decisão recente. A classificação intensifica a pressão de Washington sobre Brasília e endurece o tom das exigências dirigidas ao governo Lula.
Diplomatas brasileiros entendem que o teor do documento espelha a orientação da diplomacia de Trump voltada à América Latina, avaliação que permanece implícita e sem confirmação oficial.
Panorama global e lista de países
A Determinação Presidencial é um documento anual exigido pela legislação norte-americana que identifica nações estratégicas na rota do narcotráfico ou na produção de insumos químicos para drogas sintéticas.
A lista do Ano Fiscal de 2027 inclui 23 países, entre eles:
- América Latina e Caribe: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Ecuador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.
- Ásia e outras regiões: Afeganistão, Birmânia (Miómarmar), China, Índia, Laos e Paquistão.
Dentre os listados, Afeganistão, Bolívia, Birmânia e Colômbia foram formalmente designados pelos EUA por terem “falhado demonstrativamente” no cumprimento de seus acordos internacionais de combate ao narcotráfico nos últimos 12 meses. O Brasil, embora expressamente criticado no texto explicativo devido à atuação do PCC e do CV, não integra a lista formal de sanções diretas por descumprimento de metas.
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