O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), participou de uma conversa com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. O vídeo foi compartilhado no canal do Youtube do senador nesta quarta-feira (07/10) com as falas dubladas para o português.
Os dois defenderam medidas de endurecimento no combate ao crime organizado e ao que chamam de narcoterrorismo. Durante a entrevista, Flávio afirmou que pretende classificar facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas caso seja eleito presidente.
“Aqui o atual presidente da República foi até o governo americano, até o presidente Donald Trump, pedir para que ele não classificasse PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas”, iniciou ele. “Eu fiz o contrário, presidente Abelardo, eu fui até lá e pedi que ele classificasse como terrorista, porque isso permite uma cooperação entre Estados Unidos, Colômbia agora, Argentina, diversos países para promover o combate ao crime organizado e a asfixia financeira dessas organizações criminosas”, completou Flávio.
Governo de Abelardo de la Espriella
Ainda durante a conversa, Flávio Bolsonaro perguntou a Abelardo de La Espriella como tem sido o poder legislativo na Colômbia e o político respondeu.
“Eu disse à força pública e disse aos meus ministros: ‘A primeira coisa que temos de fazer é entender que todos esses grupos são narcoterroristas: os que traficam droga, os que fazem mineração ilegal (como ocorre no Brasil), os que extorquem, os que assassinam, os que sequestram, porque todo esse dinheiro entra para alimentar o narcoterrorismo com o qual assassinam os nossos policiais, os nossos soldados e os nossos cidadãos”, disse ele.
“O primeiro é catalogá-los como o que são: terroristas, narcoterroristas. E isso, além disso, permite ao governo dar-lhes o tratamento que corresponde, com toda a força legítima do Estado, através do império da lei e do Estado de Direito, que é o que estamos a fazer na Colômbia, e com a ajuda de Deus é o que se vai poder fazer no Brasil”, completou Abelardo.
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