Além disso, supermercados e atacarejos brasileiros poderão reduzir o horário de funcionamento a partir de 2027, como forma de se adaptar ao fim da escala de trabalho 6×1. Dessa forma, A possibilidade foi apresentada pelo CEO do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes, durante entrevista coletiva sobre os resultados financeiros da companhia. Com isso, segundo ele, redes varejistas discutem encerrar o expediente às 20h ou 21h, em vez de manter as lojas abertas até mais tarde.
Nesse sentido, A mudança está entre as alternativas avaliadas pelo setor para enfrentar a redução da jornada de trabalho, que começará em dezembro deste ano. Portanto, A nova legislação garante dois dias de descanso semanal remunerado e reduz gradualmente o limite de 44 para 40 horas semanais, sem corte nos salários. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a CEO do Assaí continuam sendo acompanhados com atenção.
“É muito provável que depois da virada do ano a gente vai ver o encurtamento nos horários de abertura”, afirmou Gomes. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de CEO do Assaí nos últimos dias.
Em seguida, segundo o executivo, a alteração dos horários está sendo discutida por associações representativas do comércio, mas ainda não existe uma decisão definitiva sobre sua implementação.
De acordo com as apurações, O Assaí possui cerca de 90 mil funcionários no Brasil. Por outro lado, em Goiás, a rede mantém dez unidades, distribuídas entre Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Caldas Novas e Valparaíso de Goiás.
Vale destacar que A companhia não anunciou mudanças específicas no funcionamento das lojas goianas.
CEO do Assaí: Nova jornada começa antes do Natal
Sendo assim, A Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro, estabelece a substituição gradual da escala 6×1, na qual o empregado trabalha seis dias e descansa um, pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga.
A primeira etapa começa em dezembro, 60 dias após a promulgação. A partir desse prazo, os trabalhadores terão direito a duas folgas semanais e a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas.
A segunda etapa ocorrerá 12 meses depois, quando o limite cairá para 40 horas semanais.
A legislação preserva os salários e permite regras de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas, respeitados os limites de jornada e descanso estabelecidos pela emenda.
Belmiro Gomes criticou o calendário de implantação da medida. Segundo ele, a mudança começa justamente na semana anterior ao Natal, período em que o comércio costuma registrar aumento nas vendas e maior necessidade de trabalhadores.
O executivo afirmou que representantes do varejo discutem alternativas para reduzir os impactos da nova jornada. Algumas associações também recorreram à Justiça para tentar adiar o início das mudanças.
Assaí estuda mudanças para reduzir custos
Além de diminuir o horário de atendimento, o Assaí pretende adotar medidas para aumentar a produtividade dos funcionários.
Uma das propostas envolve mudanças nas embalagens utilizadas pela indústria. A rede defende que os fornecedores entreguem produtos em caixas que possam ser colocadas diretamente nas prateleiras, evitando que os repositores precisem organizar cada item separadamente.
Outra medida é melhorar o tamanho e a qualidade dos códigos de barras, para acelerar a leitura dos produtos nos caixas convencionais e nos terminais de autoatendimento.
A expansão do autoatendimento também faz parte da estratégia da companhia para reduzir despesas operacionais.
Segundo Gomes, o impacto financeiro da nova jornada tende a ser menor nos atacarejos do que nos supermercados tradicionais.
O executivo citou estimativas segundo as quais os gastos com pessoal representam aproximadamente 5% das vendas no atacarejo, enquanto nos supermercados convencionais essa participação varia de 10% a 12%.
Ele afirmou acreditar que o Assaí conseguirá compensar o aumento dos custos trabalhistas com ganhos de produtividade, mesmo que seja necessário ampliar o número de funcionários.
Outras redes já adotaram escala 5×2
A rede de supermercados Savegnago, que atua no interior de São Paulo, adotou a escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso em janeiro de 2026.
Segundo o CEO da empresa, Chalim Savegnago, a mudança melhorou a produtividade e a satisfação dos funcionários, sem prejudicar a rentabilidade. Naquele momento, a empresa manteve a carga horária de 44 horas semanais, distribuída em cinco dias.
Com a redução gradual da jornada máxima prevista na nova legislação, o empresário também passou a defender a diminuição do horário de funcionamento como alternativa à contratação de mais empregados.
No caso do Assaí, as mudanças ainda estão em discussão. Não há, até o momento, um calendário divulgado pela companhia para antecipar o fechamento das lojas ou alterar os horários de atendimento aos consumidores.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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