Sobre o tema envolvendo Equatorial fez 437, além disso, A Equatorial Goiás realizou 43.789 notificações relacionadas a irregularidades na ocupação dos postes de Goiânia desde 2024, mas não demonstrou quantas situações foram efetivamente corrigidas. Dessa forma, A informação integra os dados apresentados durante a investigação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos da Câmara Municipal, cujo relatório final foi aprovado em 30 de setembro de 2026.
Com isso, esta diferença entre comunicar uma irregularidade e comprovar sua solução se tornou um dos pontos centrais da investigação parlamentar. Nesse sentido, os vereadores questionaram a efetividade dos procedimentos adotados para fiscalizar fios de telefonia e internet instalados em postes administrados pela distribuidora de energia. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Equatorial fez 437 continuam sendo acompanhados com atenção.
A comissão também recomendou a apuração de responsabilidades da Equatorial Goiás e de seu diretor-presidente, Lener Silva Jayme, por possíveis omissões relacionadas à fiscalização e à manutenção da infraestrutura compartilhada. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Equatorial fez 437 nos últimos dias.
Equatorial fez 437: Milhares de notificações não significam problemas resolvidos
As notificações registradas pela Equatorial indicam a identificação de irregularidades na rede aérea da capital. Entretanto, o número de comunicados enviados às empresas não representa, necessariamente, a quantidade de cabos retirados, regularizados ou substituídos.
Para a CEI, a concessionária dispõe de instrumentos para fiscalizar a ocupação dos postes, identificar instalações irregulares e exigir providências das empresas responsáveis. A investigação apontou que esses mecanismos não teriam sido utilizados de maneira suficiente para impedir a permanência de cabos abandonados, clandestinos ou sem identificação.
O relatório também identificou dificuldades na participação das empresas de telecomunicações. Das 112 cadastradas em Goiânia, apenas sete participavam efetivamente dos programas de manutenção e alinhamento da fiação, conforme os dados apresentados aos vereadores.
Goiânia aplicou quase R$ 6 milhões em multas
O problema também aparece nos registros da fiscalização municipal. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Eficiência em junho de 2026 apontaram 332 autos de infração por irregularidades na fiação aérea, com multas que somavam aproximadamente R$ 6 milhões, aplicadas entre junho e outubro de 2025.
Os números mostram a dimensão das infrações identificadas, mas não permitem concluir que todos os problemas foram solucionados. A aplicação de uma multa também não significa, automaticamente, que o valor tenha sido arrecadado ou que o responsável tenha regularizado a instalação.
Morte de adolescente motivou investigação
A CEI também analisou acidentes provocados pela fiação irregular nas ruas de Goiânia. Entre os casos está a morte de Nathaly Rodrigues do Nascimento, de 17 anos, em setembro de 2025, após contato com um cabo elétrico rompido no Centro da capital.
A comissão recebeu o nome da adolescente e encaminhou recomendações para a apuração das responsabilidades relacionadas ao acidente. O documento final, com mais de 100 páginas, recomenda o envio das informações à Polícia Civil e ao Ministério Público de Goiás, além de representações à Aneel e à Anatel.
Equatorial reconheceu poder para retirar cabos irregulares
Durante depoimento prestado à comissão em 31 de março, o presidente da Equatorial Goiás, Lener Silva Jayme, reconheceu que a concessionária possui autonomia para retirar cabeamentos irregulares. O dirigente, entretanto, argumentou que a retirada indiscriminada poderia interromper serviços de empresas regulares, inclusive conexões utilizadas por hospitais e escolas.
Para os vereadores, contudo, essas dificuldades não eliminam a necessidade de fiscalização e adoção de providências para impedir situações de risco.
Relatório propõe novas regras e multas de até R$ 40 mil
Além de pedir a apuração de responsabilidades, a CEI apresentou uma proposta de Código Municipal de Gestão da Infraestrutura Aérea Urbana. O texto prevê regras para instalação, identificação, manutenção e retirada de cabos, além de multas que poderão chegar a R$ 40 mil em caso de descumprimento.
Os parlamentares também recomendaram a criação de uma força-tarefa permanente com participação de órgãos municipais para identificar pontos críticos e acompanhar as correções.
Equatorial Goiás se manifesta sobre relatório da CEI
Em nota enviada à imprensa, a Equatorial Goiás esclareceu que as recomendações dos vereadores não representam indiciamento criminal da empresa ou de seu diretor-presidente, tampouco estabelecem responsabilidade pela prática de crimes.
A distribuidora informou que prestou esclarecimentos durante aproximadamente três horas de depoimento presencial, encaminhou respostas escritas e que analisará formalmente os fundamentos do relatório. Sobre o acidente com a adolescente Nathaly Rodrigues, a companhia ressaltou que a ocorrência envolve a rede elétrica e possui dinâmica distinta das irregularidades em cabos de telecomunicações, apontando que um laudo da Polícia Científica atribuiu o fato a um evento climático severo com ventos fortes na capital.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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