Terça-feira, 27 de outubro de 2026
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Entenda os motivos para apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro

Entenda os motivos para apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro

Além disso, A apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL) e as restrições relacionadas à saída do país levantam questionamentos sobre os fundamentos jurídicos da medida e os critérios utilizados pela Justiça para avaliar um possível risco de fuga. Dessa forma, O assunto foi analisado pelo advogado criminalista e mestre em Direito Marcelo Colen, em entrevista ao Resumo TMC.

Com isso, durante a conversa, o especialista explicou que o pedido de recolhimento dos documentos foi associado a declarações atribuídas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, sobre a possibilidade de Flávio deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral. Segundo Collen, a existência de investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), nas quais o senador é apontado como possível investigado, também faz parte do contexto. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.

Flávio Bolsonaro: Por que a Justiça pode determinar a apreensão do passaporte?

Segundo Marcelo Colen, a possibilidade de uma pessoa investigada deixar o país pode ser considerada um risco à aplicação da lei penal, dependendo das circunstâncias e dos elementos reunidos durante a investigação. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Flávio Bolsonaro nos últimos dias.

O advogado explicou que a análise não se limita a declarações públicas. A Polícia Federal pode verificar, por exemplo, se há passagens compradas ou articulações para a realização de voos fretados ao exterior, desde que esses elementos sejam pertinentes à apuração. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Flávio Bolsonaro devem surgir em breve.

Colen ressaltou, porém, que parte das informações de investigações criminais pode permanecer sob sigilo. Por isso, não é possível afirmar, com base apenas no que foi divulgado publicamente, quais elementos fundamentaram a decisão.

Viagens ao exterior podem justificar a restrição?

A intenção de viajar para outro país, inclusive com a família, não significa necessariamente que uma pessoa pretenda fugir da Justiça. De acordo com o advogado, é preciso avaliar o contexto de cada caso.

Como exemplo, Colen citou situações em que uma passagem foi comprada meses antes de a pessoa tomar conhecimento de uma investigação. Nesse cenário, a data da compra pode ajudar a demonstrar que a viagem já estava planejada e não teria como objetivo evitar a aplicação da lei.

Ainda assim, segundo o especialista, o Judiciário pode entender que há risco de fuga e impor restrições à saída do país.

O advogado destacou que as medidas cautelares devem respeitar os direitos fundamentais, incluindo a ampla defesa e o contraditório, sem deixar de considerar a necessidade de preservar as investigações e garantir a aplicação da lei.

Decisão pode ser revista pelo STF

Durante a entrevista ao Resumo TMC, Collen explicou que uma decisão monocrática, como a atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, é tomada individualmente por um magistrado e pode ser submetida à análise de um órgão colegiado.

No caso do Supremo Tribunal Federal, essa revisão pode ocorrer em uma das Turmas ou no Plenário, conforme as regras processuais aplicáveis.

Segundo o advogado, os ministros que integram o colegiado podem reavaliar os fundamentos da decisão e, conforme o entendimento adotado, mantê-la, modificá-la ou revogá-la.

Collen também chamou a atenção para as particularidades do STF em relação aos recursos contra decisões individuais de seus ministros. Por isso, a possibilidade de contestação deve ser analisada de acordo com as regras e os entendimentos aplicáveis ao caso.

Quais são os próximos passos do caso?

Para o especialista, um dos pontos a acompanhar é o andamento das investigações e a apresentação dos elementos de prova que possam justificar a continuidade da apuração e, eventualmente, a abertura de um processo penal.

Caso haja uma ação penal, o investigado terá a oportunidade de apresentar sua defesa e contestar as provas reunidas pela investigação, conforme as garantias previstas na legislação.

Collen ressaltou que medidas cautelares que restringem direitos precisam ser acompanhadas com atenção, especialmente para que a investigação avance sem comprometer as garantias fundamentais do investigado.

A evolução do caso dependerá dos elementos apresentados pelas autoridades, das decisões judiciais e de eventuais recursos apresentados pela defesa.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás