Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Eleição reconfigura forças em Anápolis, e vereador bolsonarista ameaça duelo com Márcio Corrêa

Eleição reconfigura forças em Anápolis, e vereador bolsonarista ameaça duelo com Márcio Corrêa

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, saiu fortalecido das eleições e desponta como favorito para 2028, mas já enfrenta resistências e sinais de racha dentro do próprio PL por parte do vereador Suender Silva. O parlamentar bolsonarista não descarta lançar uma candidatura à prefeitura no futuro e desafiar o atual grupo político no comando municipal.

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), foi um dos maiores vencedores da eleição do último domingo (4), muito embora não tenha sido candidato. Além disso, todos os nomes apoiados por ele foram eleitos – do governador Daniel Vilela (MDB) à deputada estadual Ana Caroline Faria (MDB). Dessa forma, mais que isso: os dois principais opositores no município – Coronel Adailton (SD) e Vivian Naves (Republicanos) – foram derrotados.

Com isso, corrêa ainda teve o gostinho do revés de Wilder Morais (PL). Nesse sentido, O senador, que preside seu partido, tornou-se desafeto público ao autorizar o início de um processo de expulsão do prefeito do partido. Portanto, agora, é Corrêa quem prepara, com um fortalecido Gustavo Gayer (PL), o contragolpe para tomar o comando da legenda no estado.

O prefeito reuniu mais força política e, sem oposição, é cada vez mais favorito em uma muito provável candidatura de reeleição em 2028. No entanto, há ainda quem ouse desafiá-lo. E dentro do próprio PL.

Contexto e detalhes sobre Márcio Corrêa

O vereador Suender Silva (PL), que se coloca como um bolsonarista raiz – de Ypê a pneu – deixou claro em discursos na tribuna da Câmara Municipal nesta semana que quer “algo maior” em 2028. Leia-se: a prefeitura.

O plano do parlamentar era ser o candidato a deputado federal mais votado na cidade para desafiar Márcio Corrêa. Ele somou 19.753 votos em Anápolis, mas ficou atrás de Rubens Otoni (PT), que teve mais de 25 mil votos – e com quem Suender tentou a todo tempo antagonizar.

Em números, o plano falhou, mas do fim dele o vereador ainda não desistiu. Suender já deu indicativos de rompimento, fazendo críticas, sem citar Corrêa, à falta de gratidão, numa menção do não-apoio do prefeito a Wilder.

Depois, numa entrevista ao Painel Diário, falou com todas as letras: “A intenção já era em 2024. Eu abri mão, naquele momento, para o próprio Márcio, prefeito, para que ele pudesse caminhar sua trajetória. E eu não esqueço essa possibilidade. Por que não? Dentro do PL, a gente vai discutir esse fator, a gente pode trabalhar e discutir isso aí. Vamos ver como é que vão estar esses próximos dois anos”, disse.

Atento, Márcio Corrêa não ignora os sinais dados por Suender e deve preparar um revide – modulado a depender das próximas iniciativas do vereador.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás