Além disso, segundo informações publicadas pela Bloomberg, a The Walt Disney Company prepara um plano abrangente de reestruturação para cortar custos em todas as suas divisões globais, ameaçando cortar até 20% do quadro de funcionários.
Dessa forma, durante o TMC 360, o colunista de economia da TMC Guilherme Ravache destacou que o impacto do plano, que pode também ir além dos postos de trabalho, é global. “Pode ter corte de custo em despesas recorrentes da empresa, mas principalmente vagas devem ser afetadas. Com isso, se a gente imaginar aí 231 mil funcionários da empresa espalhados pelo mundo, a gente pode falar sim em dezenas de milhares de demissões”, disse.
Nesse sentido, para o colunista, o principal problema é o recuo da TV a cabo em todo o mundo frente ao avanço das plataformas de mídia alternativa nas redes sociais.
Contexto e detalhes sobre cortar custos
“A ESPN, que foi por muitos anos um motor de lucro da empresa, tem perdido receita. As TVs, de maneira geral, têm sofrido particularmente com a queda da TV a cabo no mundo inteiro, mas nos Estados Unidos, ela caiu muito rápido, isso reduziu o lucro da empresa”, afirmou Ravache, que também apontou uma queda na receita da divisão de streaming da Disney.
Ele destaca, ainda, que o cenário afeta outras gigantescas empresas da concorrência, incluindo Paramount, Warner Bros, Sony e Netflix, que também têm reduzido custos.
“O setor de mídia está muito pressionado pela alta concorrência. Alternativas como o Tik Tok e Instagram fazem com que seja mais difícil monetizar entretenimento como era antigamente”, disse.
Na divisão de parques e cruzeiros — responsável pela maior fatia dos lucros recentes da companhia —, a margem para novos reajustes nos preços de ingressos, alimentos e experiências atingiu o teto tolerado pelos consumidores, segundo o colunista de economia da TMC.
Sem espaço para elevar tarifas, o corte drástico de despesas tornou-se a única alternativa para garantir o reinvestimento nas atrações mais rentáveis e na criação de conteúdos de peso.
“Logo, cortar custos se tornou a alternativa encontrada pela direção da empresa para economizar esse dinheiro e conseguir reinvestir nas áreas mais rentáveis, que são parques e cruzeiros, mas também na produção de novos filmes, novos conteúdos para o streaming, para fazer com que a área de mídia volte a crescer”, concluiu Ravache.
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