Um levantamento realizado em Goiás revelou que os deputados federais candidatos à reeleição que menos receberam emendas parlamentares foram justamente os que registraram os maiores aumentos percentuais de votação. Em contrapartida, parlamentares com volumes expressivos de emendas pagas registraram quedas expressivas nas urnas ou retornos pouco expressivos.
Sobre o tema envolvendo valor de emendas, além disso, dos quatro deputados federais de Goiás, candidatos à reeleição, que mais ampliaram a votação, três estão entre os que menos tiveram emendas parlamentares pagas. Dessa forma, O levantamento foi feito a partir do cruzamento de dados do Portal da Transparência com os resultados das eleições.
Adriana Accorsi (PT), segunda mais votada, ampliou sua votação em 83,12%, mas foi a segunda parlamentar goiana com menos emendas pagas ao longo do mandato. Somente Gustavo Gayer (PL) teve menos emendas pagas, mas ele concorreu ao Senado Federal.
Daniel Agrobom (PL) foi o segundo candidato à reeleição que mais ampliou a votação, com 65,66%. No entanto, ele foi o quarto do grupo que tentou voltar à Câmara com menor valor de emendas. Por fim, Lêda Borges (Republicanos) apareceu como a quarta candidata que mais ampliou sua votação, registrando 35,19%, mas foi a terceira com menor volume de emendas.
A exceção da correlação entre os líderes de ampliação proporcional de votos foi Magda Mofatto (PL). A parlamentar fez sua votação crescer 60,96% e foi a quarta com o maior valor de emendas pagas.
Na outra ponta, Professor Alcides (PSDB), que não foi reeleito, foi o terceiro com mais emendas pagas, somando quase R$ 130 milhões. No entanto, a sua votação caiu 31,58%. Silvye Alves (UB), recordista de votos em eleições anteriores, viu sua votação cair 69,24% anos depois, apesar dos R$ 103 milhões em emendas pagas, o 6º maior valor entre os que concorreram à reeleição.
Valor de emendas: Emenda e votos
A percepção geral no mundo político é de que haveria uma eternização dos atuais mandatários por conta do poder de uma distribuição volumosa de dinheiro, que cresce ano a ano a partir do aumento de influência do Congresso Nacional sobre o orçamento federal.
O acesso às emendas, contudo, não significou um aumento automático nos votos. Na média, quem mais distribuiu valores não teve um retorno tão expressivo nas urnas. José Nelto (UB), que liderou a lista com R$ 131 milhões, garantiu 10% a mais de votos. Flávia Morais (PDT), a segunda em emendas pagas, com R$ 116 milhões, praticamente manteve a votação anterior.
Isso não quer dizer, no entanto, que as emendas sejam um recurso desprezível para angariar votos aos parlamentares. Dos eleitos, apenas dois não tinham à disposição emenda parlamentar em alguma esfera federal, municipal ou estadual.
Quem mais ganhou votos e relação com emendas:
- Adriana Accorsi (83,12%) – 16ª em emendas pagas
- Daniel Agrobom (65,66%) – 12º em emendas pagas
- Magda Mofatto (60,96%) – 4º em emendas pagas
- Lêda Borges (35,19%) – 14ª em emendas pagas
- Adriano do Baldy (28,78%) – 6º em emendas pagas
- Rubens Otoni (21,98%) – 8º em emendas pagas
- Célio Silveira (13,83%) – 9º em emendas pagas
- José Nelto (10,53%) – 1º em emendas pagas
- Marussa Boldrin (10,47%) – 11ª em emendas pagas
- Flávia Morais (0,94%) – 2ª em emendas pagas
Candidatos à reeleição que perderam votos e relação com emendas:
- Ismael Alexandrino (-9,09%) – 15º em emendas pagas
- Glaustin da Fokus (-16,38%) – 10º em emendas pagas
- Professor Alcides (-31,58%) – 3º em emendas pagas
- Silvye Alves (-69,24%) – 7ª em emendas pagas
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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