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Debate esvaziado em Rio Verde tem Master, taxa do agro e energia em foco

Debate esvaziado em Rio Verde tem Master, taxa do agro e energia em foco
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Com apenas dois dos quatro principais candidatos ao governo presentes, o terceiro debate da eleição em Goiás, realizado pela TV Sucesso/Band –…

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Com apenas dois dos quatro principais candidatos ao governo presentes, o terceiro debate da eleição em Goiás, realizado pela TV Sucesso/Band – que reuniu apenas Luis Cesar Bueno (PT) e Marconi Perillo (PSDB) – teve como principais reivindicações aos postulantes questões relacionadas ao Sudoeste goiano, que sediou o encontro em Rio Verde. Taxa do agro e o gargalo da energia dominaram a pauta, que também contou com um ácido questionamento sobre o Banco Master.

A jornalista Ravena Carvalho, uma das convidadas a questionar os candidatos, indagou Marconi sobre a relação dele com a instituição de Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras. O tucano recebeu R$ 14,5 milhões do Master entre 2022 e 2025. Ao responder o questionamento, Perillo defendeu a retirada de sigilo total da investigação.

“Defendo que todos os sigilos sejam quebrados e que todo mundo no Brasil saiba o que há. Doa a quem doar. Para que o Brasil conheça exatamente o que aconteceu”, afirmou. Segundo ele, a relação veio de 2021, quando ele trabalhou em São Paulo. “Recebi e declarei no Imposto de Renda. E eu não tinha cargo público nenhum. Precisa explicar quem mantinha relação com o Master e tinha cargo público”, disse Marconi, que reforçou que prestou um serviço de “consultoria administrativa e de informações sobre o momento político no Brasil”.

Por fim, o tucano tentou vincular o governo estadual a Vorcaro. “O governo de Goiás contratou o serviço de consignado do Master a preço de ouro”, disse.

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Taxa do agro e energia

O gargalo de energia, reclamação antiga Goiás afora, foi muito abordado no debate, sobretudo pelos representantes das entidades empresariais que questionaram os dois candidatos. Luis Cesar Bueno culpou Marconi pela privatização da Celg e apontou que a medida trouxe prejuízos à rede elétrica em Goiás. “Venderam num momento em que o que era necessário era investir. Depois, o governo Bolsonaro ainda vendeu e a Eletrobras e hoje vivemos essa dificuldade”, disse. Para o petista, o Estado tem que começar um processo de reestatização.

O tucano rebateu e afirmou que foi o governo de Dilma Rousseff (PT) quem federalizou a Celg e vendeu a antiga estatal. O candidato do PSDB disse que, se eleito, vai investir R$ 1 bilhão no setor, seja com crédito ou isenção tributária, para garantir que a energia chegue às empresas. “Quero atuar muito fortemente junto à Aneel cobrando metas mais ousadas do concessionário para atender mais rapidamente às demandas. Meu governo vai colocar subsídio como contrapartida. Vou colocar R$ 1 bilhão no primeiro ano”, frisou.

A taxa do agro também foi tema. Tanto Luis Cesar quanto Marconi foram duros ao criticar a medida, revogada no início do ano pelo então governador Ronaldo Caiado. Segundo o tucano, o produtor rural “foi sugado e não teve nada em troca”.

“Eu jamais criaria a taxa do agro e acho absurdo um governador que faz isso quando o produtor tem dificuldades de lidar com as taxas dos bancos, a taxação dos EUA e as dificuldades climáticas de produção”, criticou Luis Cesar Bueno.

Marconi defendeu ainda que o governo faça a securitização para produtores rurais. “Temos muita inadimplência, e o produtor não pode ser penalizado. O Brasil não pode matar a galinha dos ovos de ouro”, disse.