Terça-feira, 27 de outubro de 2026
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Cientistas criam pílula anticoncepcional masculina para ser tomada 30 minutos antes da relação sexual

Cientistas criam pílula anticoncepcional masculina para ser tomada 30 minutos antes da relação sexual

Além disso, pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina. Dessa forma, O composto deve ser tomado 30 minutos antes da relação e tem o potencial de oferecer uma janela de proteção de seis a oito horas contra a concepção. Com isso, após esse período, a fertilidade retornaria ao normal.

Atualmente, cerca de metade de todas as gestações em todo o mundo não são planejadas e as opções contraceptivas para os homens têm sido limitadas a preservativos e vasectomias. Como resultado, o fardo da contracepção recai em grande parte sobre as mulheres, que muitas vezes dependem do uso prolongado de contraceptivos hormonais, que podem ter uma variedade de efeitos colaterais. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a pílula anticoncepcional continuam sendo acompanhados com atenção.

De acordo com os pesquisadores, a pílula atua desativando uma enzima chamada adenilil ciclase solúvel (sAC). Essa enzima encontra-se no interior do espermatozoide e é essencial para que ele nade e continue seu processo de maturação após ser ejaculado pelo homem no trato reprodutivo da mulher.

Contexto e detalhes sobre pílula anticoncepcional

A desativação dessa enzima faz com que os espermatozoides não consigam nadar profundamente pelo trato reprodutivo feminino para fecundar um óvulo. De acordo com os pesquisadores, a grande vantagem dessa estratégia é seu efeito rápido.

Outros métodos contraceptivos masculinos estão em desenvolvimento, mas exigem a ingestão diária de um comprimido, a aplicação diária de um gel ou o uso de injeções de ação prolongada. Contraceptivos de ação mais longa levam semanas para se tornarem eficazes, e seus efeitos sobre a fertilidade podem persistir por semanas após a interrupção do uso.

Até o momento, nos estudos realizados com animais, nenhum efeito colateral foi observado, afirmaram os pesquisadores. No entanto, o método ainda precisa ser testado em seres humanos. Recentemente, a equipe recebeu um financiamento de US$ 8,2 milhões do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) dos EUA para testar a pílula.

O próximo passo é avançar para um ensaio clínico de fase 1, controlado por placebo, em homens saudáveis, o que inclui o desenvolvimento de uma formulação oral, o estabelecimento de protocolos de fabricação e a avaliação da segurança.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás