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“Cenário de guerra em Goiânia”: assista ao documentário do Mais Goiás sobre o acidente com o Césio-137

“Cenário de guerra em Goiânia”: assista ao documentário do Mais Goiás sobre o acidente com o Césio-137

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Dessa forma, em setembro de 1987, Goiânia viveu uma das maiores tragédias radiológicas da história. Com isso, O que começou com a retirada de um aparelho de radioterapia abandonado por dois catadores de recicláveis terminou com a descoberta de uma cápsula de Césio-137, material altamente radioativo que contaminou centenas de pessoas e deixou marcas que permanecem até hoje.

Nesse sentido, O acidente começou em 13 de setembro de 1987, quando Roberto dos Santos e Wagner Mota Pereira retiraram o equipamento do antigo Instituto Goiano de Radioterapia. Portanto, ao desmontá-lo, eles liberaram uma cápsula contendo Césio-137. Em seguida, O material, que tinha um pó azul brilhante, despertou a curiosidade de adultos e crianças antes que sua periculosidade fosse conhecida.

A contaminação só foi identificada cerca de duas semanas depois, em 29 de setembro, quando médicos e autoridades perceberam que Goiânia enfrentava um grave acidente radiológico. A tragédia matou quatro pessoas e contaminou 249, segundo os registros oficiais. Mais de 110 mil pessoas foram monitoradas durante o processo de identificação e controle da radiação.

“Cenário de guerra”

Em meio ao caos, profissionais de imprensa tiveram a missão de acompanhar a tragédia e explicar à população o que estava acontecendo. No documentário do Mais Goiás, o jornalista Carlos Magno relembra o impacto de chegar ao Estádio Olímpico, onde vítimas eram concentradas e avaliadas.

Ele conta que recebeu a pauta inicialmente como uma cobertura comum, mas encontrou uma situação completamente diferente.

“Quando cheguei ao Estádio Olímpico, vi um cenário de guerra: pessoas isoladas, ambulâncias, médicos sem saber exatamente o que fazer. Foi um choque enorme perceber que não era uma matéria comum, e sim algo muito maior, que ninguém sabia muito bem o que era.”

O jornalista também lembra do desafio de informar em meio ao medo e à falta de conhecimento sobre os efeitos da radiação.

“A gente não falava só para Goiás, falava para o Brasil inteiro. E nesse processo presenciei

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