O grupo de detentores de direitos do catálogo de Elvis Presley, que inclui a Authentic Brands Group, entrou com ação judicial contra a Anthropic na Califórnia (EUA). Além disso, O pedido de indenização é de US$ 41,1 milhões.
Segundo os herdeiros do catálogo de Elvis, a empresa teria usado letras e composições de 274 canções do artista sem autorização para treinar o chatbot Claude. Dessa forma, em nota enviada à imprensa, um porta-voz da Anthropic respondeu: “Discordamos das alegações e pretendemos nos defender plenamente neste caso”.
Catálogo de Elvis: Mais processos na fila
Essa não é a única batalha jurídica da Anthropic no campo dos direitos autorais. Um grupo de gravadoras, incluindo a Universal Music Group, também processa a empresa. A alegação é parecida: uso indevido de letras de artistas como Beyoncé, Rolling Stones e Beach Boys para treinar o Claude.
Além disso, a Anthropic chegou a um acordo de US$ 1,5 bilhão com um grupo de autores em processo separado. Um juiz concedeu aprovação final a esse acordo em julho. Em 2024, um grupo de autores e editores processou a companhia por utilizar cópias pirateadas de livros para realizar o treinamento do chatbot.
No caso da ação movida pelo espólio de Elvis, o grupo afirma que títulos como Can’t Help Falling in Love, All Shook Up e A Little Less Conversation estão entre as canções utilizadas sem autorização.
Os autores movem esta ação para garantir esses direitos exclusivos contra a ré, que construiu todo o seu modelo de negócio baseado em violação de direitos autorais em uma escala nunca antes vista.
O caso faz parte de um movimento mais amplo. Detentores de direitos autorais têm acionado na Justiça não só a Anthropic, mas também OpenAI e Meta, alegando que essas empresas usam obras protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos de inteligência artificial.
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