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Brasil lidera ranking mundial de juro real mesmo após Selic cair para 13,75% ao ano

Brasil lidera ranking mundial de juro real mesmo após Selic cair para 13,75% ao ano
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(Foto: Magnific)

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (16/09) novo corte na Selic, taxa básica de juros do Brasil. A redução de 0,25 ponto percentual levou a taxa a 13,75% ao ano, marcando a quinta queda seguida. Ainda assim, o Brasil permanece no topo do ranking mundial de juros reais, com 8,45%, já descontada a inflação.

Levantamento da MoneYou, empresa especializada em análise de juros globais, indica que o país ampliou sua vantagem sobre o segundo colocado, a Rússia, que registra juro real de 6,79%, seguida pela Colômbia, em terceiro, com 6,33%. Mais adiante na lista, a Argentina aparece no sétimo lugar, com taxa real de 2,69%.

O que é juro real e por que ele importa

O juro real corresponde ao rendimento da taxa de juros após o desconto da inflação. Com a Selic em 13,75% ao ano e o índice oficial de preços acumulando 4,22% nos 12 meses encerrados em agosto, conforme o Banco Central, o resultado real brasileiro supera amplamente o de quase todos os demais países.

Na prática, credores tem retornos muito superiores aos verificados em outras economias, enquanto tomadores de crédito, seja para adquirir imóveis, veículos ou financiar operações empresariais, arcam com custos proporcionalmente elevados.

A MoneYou destacou ainda que a projeção inflacionária para o horizonte de 12 meses contribuiu para comprimir as taxas reais na maior parte dos países avaliados. Segundo o levantamento, as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio também exerceram influência sobre as taxas globais.

Como o Brasil se compara em juros nominais

No ranking de juros nominais, sem descontar a inflação, o Brasil ocupa a quarta posição, com a Selic em 13,75%. A Turquia lidera esse recorte, com taxa de 37%. A Argentina aparece em segundo, com 29%, e a Rússia em terceiro, com 14%.

O levantamento da MoneYou analisou 40 países em um grupo específico de economias. Entre eles, 55% mantiveram os juros estáveis, 35% elevaram as taxas e 10% promoveram cortes. Num universo mais amplo de 164 países, o comportamento foi parecido: 72,56% não mexeram nos juros, 21,34% subiram e apenas 6,10% reduziram.

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