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Após esperar na chuva por maca, idosa morre em hospital no Entorno do DF

Após esperar na chuva por maca, idosa morre em hospital no Entorno do DF
Imagem cedida ao Metrópoles
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Uma idosa de 82 anos, identificada como Ilda Soares Ribas (imagem em destaque), morreu na madrugada dessa terça-feira (8/9) após passar por uma saga para receber atendimento médico em Formosa, Entorno do Distrito Federal. Segundo a família, desde o momento em que a mulher passou mal, na tarde de segunda-feira (7/9), ela teve que enfrentar a falta de ambulância para ir até uma unidade hospitalar e ainda ficar cerca de 10 minutos na chuva até ser retirada de maca para ser internada no Hospital Estadual de Formosa (HEF).

Veja o momento em que a idosa espera atendimento:

De acordo com o relato dos familiares, a emergência começou por volta das 17h de segunda-feira, quando dona Ilda apresentou dores nas pernas e forte falta de ar. A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a central informou a indisponibilidade de ambulâncias no momento e orientou que os próprios parentes providenciassem o transporte da idosa.

Diante da gravidade do quadro, a família utilizou um carro próprio e chegou ao hospital por volta das 23h30.

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do Metrópoles

Ao desembarcar, os parentes da mulher pediram auxílio aos funcionários para conseguir uma maca ou cadeira de rodas, mas não houve ajuda. Sem suporte imediato, eles precisaram carregar a idosa, que pesava cerca de 90kg e estava bastante debilitada. Na entrada do hospital, Ilda voltou a passar mal e caiu no chão.

A idosa permaneceu deitada no piso molhado pela chuva por aproximadamente 10 minutos, enquanto os familiares clamavam por atendimento. Segundo os parentes, havia funcionários no local e um deles chegou a buscar uma maca, mas teria sido orientado a retornar sem prestar o auxílio.

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A família de Ilda Soares Ribas, de 82 anos, pede investigação das autoridades de saúde de Formosa (GO), após a idosa morrer na madrugada desta terça-feira (8/9)

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Ilda era viúva há aproximadamente oito anos, morava com filhos e netos e mantinha uma rotina ativa, que incluía passeios e sessões de fisioterapia

Imagem cedida ao Metrópoles

Segundo a família, o socorro só foi prestado após insistência. A idosa foi, então, colocada na maca e levada para a área interna. Impedidos de acompanhar o procedimento, os parentes receberam a notícia do falecimento de Ilda por volta de 1h, em decorrência de uma parada cardíaca.

Ilda era viúva havia aproximadamente oito anos, morava com filhos e netos e mantinha uma rotina ativa, que incluía passeios e sessões de fisioterapia. Há cerca de um ano e meio, no entanto, a família notou que a idosa apresentava cansaço e pequenos inchaços pelo corpo, mas o agravamento do quadro aconteceu apenas na última segunda-feira.

O Metrópoles buscou contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Formosa, com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Em nota, o Hospital Estadual de Formosa disse que lamenta profundamente a morte da paciente. “Mesmo tendo sido adotadas todas as medidas previstas para o caso, a paciente não resistiu, dada a gravidade do quadro”, disse.

O hospital disse, ainda, que a Ilda ingressou nas dependências externas do hospital às 23h35 do dia 7. Às 23h39, a enfermeira responsável, assim que informada do caso, dirigiu-se imediatamente à área externa para prestar os primeiros cuidados à paciente, contando também com o apoio de uma equipe do Samu, que se encontrava no local. Segundo a unidade de saúde, às 23h41, a paciente já estava na maca em direção à Sala Vermelha, onde foram imediatamente iniciadas as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), conforme protocolo de atendimento à parada cardiorrespiratória.

“Todas as medidas previstas no protocolo ACLS foram realizadas, incluindo ventilação com oxigênio, massagem cardíaca, administração de medicamentos, checagem de ritmo e desfibrilação. Apesar das manobras efetuadas e o devido atendimento, a paciente evoluiu para óbito. Antes da chegada da paciente (23h35), a equipe da triagem do HEF já atuava em dois outros atendimentos de urgência encaminhados via Samu: um às 23h25 e outro às 23h31 e mesmo assim, a paciente foi atendida imediatamente, assim que os profissionais de plantão foram acionados”, disse

O Metrópoles também tentou contato com a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.