Análise de manchas de sangue podem ajudar a resolver crimes, diz perita de Goiás que estuda o assunto na Holanda

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Sobre o tema envolvendo manchas de sangue, além disso, uma mancha de sangue pode ajudar a reconstruir uma cena de crime indicando se uma vítima foi atingida por faca ou tiro, apontar a direção em que ela se deslocou após ser ferida e até levantar indícios de que um corpo foi retirado do local. Dessa forma, É nesse tipo de análise que a perita criminal goiana Lidiane Aparecida da Penha Santana vai se especializar em um curso avançado na Holanda, formação que, segundo ela, não é oferecida atualmente no Brasil.

Com isso, A formação em Análise Avançada de Padrões de Manchas de Sangue será realizada entre os dias 21 e 25 de setembro, em Nieuw-Vennep. Nesse sentido, A participação foi autorizada pelo Governo de Goiás, sem custos para a administração estadual, e o afastamento da servidora foi permitido entre os dias 20 e 26.

Portanto, na prática, o trabalho permite interpretar marcas deixadas pelo sangue para tentar reconstruir parte da dinâmica de uma ocorrência. Em seguida, segundo a perita, até mesmo características de uma mancha podem ajudar a indicar como uma lesão aconteceu e o que ocorreu com a vítima depois de ser atingida.

“Dá para saber se ela usou uma faca ou se foi um tiro olhando pela mancha de sangue. De acordo com as apurações, dá para saber se ela morreu, se o corpo não está lá, só tem aquela poça de sangue? Por outro lado, por aquele volume você consegue saber se perdeu aquele sangue muito rápido ou devagar”, explicou.

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Manchas de sangue: Nova especialização na Holanda

Vale destacar que lidiane fez a formação básica na área em 2018. Sendo assim, de acordo com ela, havia no Brasil um curso ministrado por um perito da Polícia Federal, mas a capacitação era voltada ao nível inicial e não vem sendo oferecida atualmente. Além disso, para avançar na especialização, ela precisou buscar uma formação no exterior.

O treinamento na Holanda terá 40 horas e reunirá apenas 14 participantes, entre profissionais de diferentes países.

A especialização também marca o retorno de Lidiane a uma área que ocupou boa parte de sua carreira. Biomédica de formação, ela entrou na perícia aos 27 anos e trabalhou por cerca de 12 anos com perícias externas e locais de homicídio em Goiânia. Nos últimos três anos, atuou na gestão. Em outubro, deverá retornar à área operacional para aplicar os conhecimentos adquiridos no curso.

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‘Você pode mandar uma pessoa errada para a cadeia’

Para Lidiane, a análise exige atenção justamente porque a interpretação de um vestígio pode interferir diretamente na investigação. “Se você errar numa cena de crime, se você vê um vestígio e interpreta errado, você pode mandar uma pessoa errada para a cadeia. A responsabilidade pesa muito”, afirmou.

O interesse pela perícia começou ainda durante a graduação em Biomedicina. Inicialmente, Lidiane se interessou por áreas como DNA e biologia, mas buscava uma profissão que unisse o conhecimento científico à ideia de justiça.

A identificação com esse propósito é tão forte que ela carrega as palavras “verdade” e “justiça” tatuadas nos pulsos, uma em cada braço.

Em 2017, o lançamento de um livro em português sobre manchas de sangue e, no ano seguinte, a oportunidade de participar do curso básico fizeram com que ela aprofundasse os estudos sobre o tema. Desde então, também passou a ministrar aulas sobre o assunto em Goiás e para profissionais de outros estados.

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Da Biomedicina à perícia

Até a cultura pop teve influência na escolha profissional. Lidiane contou que séries como “CSI Miami” e “CSI Las Vegas” ajudaram a mostrar a possibilidade de unir ciência e justiça no trabalho pericial.

“O que teve mais peso foi escolher alguma coisa que envolvesse ciência e justiça. Quando consegui pensar em casar as duas coisas e os seriados apareceram, falei: ‘é aqui que você consegue casar as duas coisas’”, contou.

Após o curso, a servidora deverá comprovar sua participação ao Estado em até 30 dias.

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