Adriana Araújo fala sobre carreira, maternidade e combate à violência no Imprevista: “Tive muitos momentos de medo”
Além disso, com mais de duas décadas de tradição no jornalismo brasileiro, Adriana Araújo é a convidada desta semana do podcast Imprevista, original da TMC. Dessa forma, em conversa com Joana Treptow, a jornalista falou sobre carreira, maternidade, religião, os desafios de conciliar a carreira com a vida pessoal e a trajetória com a filha, Giovanna.
Com isso, adriana começou no jornalismo em Minas Gerais, como repórter de rede, passou por alguns dos principais telejornais, descobriu política em Brasília, viveu como correspondente em Nova Iorque, acompanhou de perto acontecimentos que entraram para a história, como o resgate de mineiros no Chile e o desastre nuclear de Fukushima. Nesse sentido, aos 25 anos, viveu seu grande desafio quando engravidou de Giovanna, e descobriu durante a gestação que a filha nasceria com uma condição ortopédica rara. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Adriana Araújo continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, foram 10 cirurgias, anos de tratamento, mudanças de cidade, mudanças de país, uma maternidade vivida muitas vezes na solidão, na decisão de não abandonar a carreira que tanto amava. Em seguida, giovanna cresceu, conquistou autonomia, tornou-se médica. De acordo com as apurações, E Adriana transformou essa caminhada no livro, e posteriormente no podcast Sou a Mãe Dela; não para contar uma história de heroínas, mas a história de duas mulheres que aprenderam a caminhar juntas. Por outro lado, hoje, à frente do jornal da Band, diz viver o auge da consciência e da maturidade profissional. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Adriana Araújo nos últimos dias.
Adriana Araújo: A maternidade e a carreira
Logo no início da entrevista, Adriana recorda de um momento durante a gestação de Giovanna em que sentiu medo, mas que escolheu manter a sua trajetória como jornalista entre suas prioridades. “Eu estava grávida de sete meses, era repórter do Jornal Nacional em Belo Horizonte. Vale destacar que tinha uma greve de policiais militares e uma situação muito tensa. Sendo assim, E os policiais todos amotinados ali em frente ao Palácio do Governo”, recorda. “E, de repente, sai um tiro. Além disso, no meio daquela multidão, um tiro. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Adriana Araújo devem surgir em breve.
E aquele mundo, aquela multidão correndo na direção de onde eu estava para entrar ao vivo. Nessa hora, eu me escondi atrás de uma árvore. E eu falei: ‘Ai meu Deus, por favor, me ajuda, protege a minha filhinha’. Na redação, alguém escutou.” Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Adriana Araújo continuam sendo acompanhados com atenção.
Ela continua, dizendo que fez questão de permanecer. “E, quando eu cheguei na redação, me contaram que viram que eu estava com medo, que eu estava assustada. E aí eu falei assim: ‘Não, vocês vão me mandar de volta. Eu vou fazer a entrada ao vivo do Jornal Nacional, porque esse é o meu trabalho. Vai dar certo’. Então, assim, naquele momento, para mim, era, ao mesmo tempo que eu estava, claro, vulnerável, estava grávida, mas eu não queria deixar de fazer o meu trabalho.” Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Adriana Araújo nos últimos dias.
Coragem e resiliência
Ao falar sobre os cuidados com a filha, que nasceu com hemimelia fibular, ela admite que não enxerga sua trajetória apenas como um ato de coragem. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Adriana Araújo devem surgir em breve.
“Eu falo disso no podcast, porque eu acho ruim você ficar criando uma ilusão de que tudo foi só força, que tudo foi só coragem, que tudo foi resiliência. Eu tive muitos momentos, ao longo dessa trajetória, de medo, de fragilidade, de medo de não dar conta, mas eu acho que é você se conectar com o seu propósito. E eu, desde adolescente, é uma coisa muito marcante na minha trajetória: quando eu penso, eu sempre achei que eu seria a mãe de uma menina, quando eu sonhava que um dia eu teria uma filha.
Um dia eu vou ter uma filha. Isso adolescente.”
“E adolescente, também, eu dizia que eu trabalharia em televisão”, continua. “Eu pegava um martelo de bater bife na gaveta da cozinha, ia para a frente do espelho e ficava narrando o que eu via no jornal. Eu narrava no espelho do banheiro como se eu estivesse nas maiores coberturas do mundo. Se eu abrisse mão para cuidar da Giovanna, para me dedicar somente a ela, também seria eliminar da minha trajetória um sonho muito grande de fazer uma carreira na TV.”
“Então, quando a Giovana nasce, é claro que foi uma jornada difícil, e o livro narra essa trajetória, mas foi também um momento de encontro”, admite. “Não só com ela, mas também comigo. Eu não posso abrir mão do que eu sempre desejei.
A maternidade sempre foi algo que eu desejei, embora a Giovanna tenha nascido um pouco antes do previsto. Eu tinha 24 anos quando engravidei. Mas eu não poderia abrir mão da minha profissão.
Jornalismo e opinião
Hoje ancorando o Jornal da Band, ela compreende a importância do espaço que ocupa quando emite opiniões, e atenta para a responsabilidade jornalística de fazer isso com integridade.
“A minha opinião não é a verdade sobre uma realidade. Primeiro, que 95% do meu tempo eu não estou dando opinião, eu estou noticiando fatos. E eu acho que, na nossa profissão, ainda mais no mundo em que hoje as pessoas misturam notícia com fake news, a gente tem uma responsabilidade muito grande de trabalhar com fatos. 95%, 98% do meu tempo eu estou falando de notícias e noticiando fatos, mas, quando a gente tem espaço para opinar ou para contextualizar uma notícia, é preciso ter bastante responsabilidade.”
Ela reforça que o tema sobre o qual mais opina tem relação com o combate à violência contra a mulher. “E, felizmente, apesar de existir uma onda misógina e de haver pessoas que tentam criticar essa voz das mulheres — não só a minha voz, mas a das mulheres como um todo —, você aqui na TMC, no Jornal da Gazeta, e tantas outras colegas também falam sobre o tema.
Embora haja pessoas que critiquem e tentem colocar isso como ‘mimimi’, na verdade, existe uma consciência coletiva muito poderosa, de mulheres e de homens, de que é um compromisso dar um basta nessa violência, nessa barbárie toda”, pontua.
“E, quando os meus comentários viralizam e eu recebo esse feedback, esse retorno de mulheres e de homens, eu fico com uma esperança acesa, uma luzinha acesa no coração. Sabe o que eu penso? ‘Puxa, as pessoas estão ouvindo’. Mesmo num momento politicamente tão polarizado, as pessoas estão ouvindo e estão vendo como é importante demais que mulheres e homens decentes, corretos, se deem as mãos, se unam para a gente combater essa barbárie que é a violência contra a mulher.
E é impressionante: a necessidade de falar sobre isso é urgente, porque tem mulheres que nem sabem que aquilo que vivem é violência. Não sabem nomear, não conseguem entender. E, para a gente pensar que isso ainda existe, eu acho que isso nos deixa até atordoadas, assustadas.”
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