Lula prepara resposta a cobrança dos EUA para o discurso na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajustou, nesta quinta-feira (17/09), a estratégia do governo brasileiro para responder às cobranças do governo dos Estados Unidos durante o seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcado para a próxima terça-feira (22/09).
A fala do presidente seria focada incialmente em eixos como soberania, democracia e multilateralismo, mas nessa quinta, Jamil Chade, colunista da TMC, informou que o pronunciamento de Lula passará a incluir um posicionamento sobre as ações do país no combate ao crime organizado.
A mudança ocorre em reação a um documento enviado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ao Congresso dos Estados Unidos.
Mesmo que o Brasil não esteja na lista principal de países produtores ou de trânsito primário de drogas para o mercado americano, o texto assinado pelo presidente norte-americano incluiu críticas explícitas à atuação do governo brasileiro. Nos bastidores de Brasília, a inclusão foi interpretada como um sinal de alerta e um eventual pretexto para futuras sanções econômicas ou diplomáticas contra o país.
A inserção do tema na ONU funciona como um “seguro de vida” diplomático. Como o protocolo da Assembleia Geral estabelece que o presidente do Brasil é o primeiro chefe de Estado a discursar, seguido do presidente dos Estados Unidos, Lula busca antecipar e neutralizar possíveis ataques que possam surgir na fala de Trump. Bastidores da diplomacia apontam ainda a expectativa sobre um possível encontro informal entre os dois líderes na sala reservada de acesso ao plenário.
Relatório da ONU aponta crimes no conflito entre Irã e EUA
Ainda no cenário geopolítico, a Comissão de Inquérito Independente da ONU divulgou um relatório referente ao conflito armado e às tensões entre o Irã e os Estados Unidos. O documento acusa ambas as nações de violações graves do direito internacional.
Segundo as investigações da comissão de especialistas, o regime iraniano cometeu crimes contra a humanidade e sistemáticas violações de direitos humanos na repressão interna contra a sua própria população.
Por outro lado, o relatório aponta o governo de Donald Trump como suspeito de crimes de guerra, citando bombardeios e ataques que resultaram em expressivo número de vítimas civis em solo iraniano.
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