
A doença de Alzheimer ainda não possui cura, mas, quando diagnosticada de forma precoce, existem tratamento que ajudam a controlar sintomas e retardar a progressão. Como forma de conscientizar pacientes não apenas sobre a condição, mas também sobre outras demências, o Setembro Lilás reforça a importância de investigar e prevenir as mudanças cognitivas.
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Na manifestação mais comum do Alzheimer, os pacientes costuma apresentar como sintoma inicial falhas na memória recente. Com a evolução, linguagem, comportamento, capacidade de tomada de decisão e planejamento também podem ser afetadas, segundo Laiss Bertola, neuropsicóloga e 2ª vice-presidente de Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
“Quando os esquecimentos se tornam mais frequentes e intensos em um intervalo curto de tempo, é importante olhar com cautela para a possibilidade de uma alteração patológica”, alerta a profissional.

Nem todo esquecimento é sinal de Alzheimer
Entretanto, nem toda alteração cognitiva é relacionada à demência. Depressão, transtornos do sono, descompensação de doenças e deficiências vitamínicas podem afetar o cérebro, sendo condições reversíveis e que podem melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Além disso, as funções cognitivas também podem decair como resultado de um processo biológico natural do envelhecimento cerebral, que pode afetar não apenas as conexões do sistema nervoso central, como a química e a estrutura do cérebro, explica o geriatra e psiquiatra Ivan Aprahamian.
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do Metrópoles
“Por isso, é importante investigar quando a piora cognitiva é exagerada ou quando essa perda cursa com dependência para realizar atividades às quais a pessoa estava acostumada”, defende o médico.
Diagnóstico precoce permite planejamento
Com investigação e diagnóstico, é possível organizar o cuidado e envolver a família nas decisões, pois a doença afeta não apenas o paciente, como toda a rede de apoio. O diagnóstico, porém, não significa interromper as atividades que fazem parte da vida da pessoa.
Isso porque manter uma rotina ativa, com estímulos cognitivos e vínculos sociais, pode ajudar no bem-estar do paciente e no retardamento da doença. “Temos muitas evidências de que as intervenções não farmacológicas são importantes para manutenção da qualidade de vida, da autonomia e da independência, sempre pelo maior tempo possível dentro da capacidade daquela pessoa”, destaca a neuropsicóloga Laiss Bertola.

Controle de fatores de riscos é fundamental
Geriatra e psiquiatra, Ivan Aprahamian destaca ainda que, além do acompanhamento adequado, o controle de fatores de risco ao longo da vida também é importante para a saúde do cérebro. De acordo com a Comissão Lancet sobre prevenção de demências, 45% dos casos do mundo poderiam ser prevenidos ou retardados.

Hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, perda auditiva e baixa atividade intelectual e social estão entre os fatores que merecem atenção. “Tratá-los é fundamental. Colocarmos nosso cérebro para trabalhar e ser desafiado com nossos aprendizados é um bom remédio”, reforça Ivan.










