Terça-feira, 27 de outubro de 2026
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A Netflix quer o público dos creators. O YouTube aposta nos negócios que eles criam

A Netflix quer o público dos creators. O YouTube aposta nos negócios que eles criam

Sobre o tema envolvendo creators O YouTube, além disso, O YouTube inspirou-se nas estreias do cinema para apresentar, na última quinta-feira, Um Outro Lugar, a nova série de viagens do jornalista Pedro Andrade. Dessa forma, batizado de Creator Premiere, o encontro sinalizou a ambição da plataforma de transformar produções de criadores em conteúdo premium para a TV conectada.

Com isso, patricia Muratori, diretora-geral do YouTube para a América Latina, reforçou o novo mantra da companhia de que os criadores independentes são “empreendedores criativos”, definindo a nova proposta como uma combinação de “prestígio tradicional com cabeça digital”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a creators O YouTube continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, no mesmo dia, em Nova York, Johnny Harris, jornalista independente, documentarista e criador do YouTube, estreava The Human Element, sua nova série documental de aventura. Portanto, A estreia de Harris coincidiu com a apresentação de Andrade em São Paulo, que funcionava como um desdobramento do YouTube Fair 2026, realizado dois dias antes.

Contexto e detalhes sobre creators O YouTube

Em seguida, essa ambição encontra respaldo nos números. De acordo com as apurações, dados da Comscore mostram que o YouTube, excluindo o YouTube TV, concentrou 44,4% do tempo de exposição a anúncios entre os serviços de streaming nos Estados Unidos em agosto, contra apenas 6,3% da Netflix.

Na esteira das iniciativas do YouTube e de sua ambição de dominar esse território, a Netflix anunciou a aquisição dos direitos exclusivos de transmissão global das próximas três edições de La Velada del Año, evento anual de boxe e entretenimento criado pelo streamer espanhol Ibai Llanos.

Rich Greenfield, analista da LightShed Partners, estima que a Netflix destinará mais de US$ 1 bilhão à programação de criadores e podcasts nos próximos três anos. O valor representa uma parcela pequena diante do orçamento anual de conteúdo da empresa, estimado em US$ 20 bilhões. Para efeito de comparação, o YouTube afirma ter pago mais de US$ 100 bilhões a criadores, artistas e empresas de mídia em todo o mundo nos últimos quatro anos.

Principais pontos e impactos da decisão

A proliferação de estúdios de propriedade de criadores, cada vez mais estruturados como negócios próprios de mídia, é um prenúncio do próximo capítulo do streaming e do entretenimento. O YouTube busca levar sua rede de criadores a novos patamares de produção e posicionamento comercial, enquanto a Netflix incorpora creators, podcasts e eventos a seu negócio de conteúdo.

Durante anos, marcas, empresas tradicionais de mídia e até a Netflix trataram o vasto ecossistema de criadores do YouTube como conteúdo gerado pelo usuário (UGC), uma categoria considerada inferior à televisão premium. A ironia é que a própria Netflix já foi vista como conteúdo de segunda categoria pela mídia tradicional. Hoje, supera essas empresas em tempo de exibição na TV nos Estados Unidos, com exceção do YouTube.

Em agosto, o YouTube alcançou sua maior participação histórica no tempo de consumo de televisão nos Estados Unidos, com 15,8%, praticamente o dobro da Netflix, que registrou 7,7%, segundo a Nielsen. No Brasil, a plataforma já alcança mais de 90 milhões de pessoas por meio da TV conectada.

A Netflix também passou a olhar para a economia dos criadores como uma fonte de engajamento a custos menores. Produções de criadores podem gerar audiência “por uma fração do custo de uma série como Bridgerton“, frisou Greenfield. Contudo, analistas apontam que a entrada desses criadores em múltiplos ambientes pode desafiar a exclusividade e o poder de precificação do YouTube a longo prazo.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás