Além disso, as recentes revelações do rumoroso Caso Master deflagraram, nos últimos dias, uma espécie de operação de “salve-se quem puder” envolvendo diferentes grupos de poder em Brasília.
Dessa forma, À medida que novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro vêm a público e ampliam o alcance da crise, esses grupos intensificam os movimentos para tentar preservar seus integrantes. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Caso Master continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, de um lado está o grupo formado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, pelo procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Nesse sentido, os três foram citados nas mensagens do dono do Banco Master que vieram à tona nos últimos dias. Portanto, E, diante do desgaste, passaram a atuar para tentar sair da crise o menos arranhados possível.
Contexto e detalhes sobre Caso Master
Nesse movimento, contam com um aliado de peso: Gilmar Mendes, atual decano do STF e uma das figuras mais experientes de Brasília quando o assunto é gestão de crises políticas e institucionais. Embora não tenha sido diretamente mencionado nas mensagens, Gilmar tem uma relação próxima com Gonet, de quem já foi sócio. O ministro foi um dos padrinhos da indicação do procurador para a PGR.
Gilmar também olha para o próprio futuro do Supremo e para os próximos anos que ainda terá na Corte. Não lhe interessa, portanto, que uma crise que enfraqueça seus aliados dentro do tribunal.
Na tentativa de se blindar, o grupo de Moraes cobrou apoio do presidente Lula. Para isso, lembraram que o Supremo foi um dos principais pilares de sustentação da governabilidade do terceiro mandato do petista. Lula, porém, não reagiu como o grupo de Moraes esperava. Sem citar nomes, o petista publicou um vídeo defendendo que “é fundamental que se investigue todo mundo sem blindagem, doa a quem doer”.
Principais pontos e impactos da decisão
A menos de um mês para o primeiro turno, a reação de Lula foi baseada no cálculo de que ele não poderia ser omisso neste momento, sob pena de o episódio trazer prejuízos para sua campanha à reeleição.
Em outra frente, o grupo ligado a Moraes decidiu partir para cima de André Mendonça. Foi o ministro quem autorizou o fim do sigilo que permitiu que as mensagens de Vorcaro viessem a público. Na noite da quinta-feira (3/9), Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, para investigar Mendonça pela prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Moraes pede ainda que o colega seja investigado por favorecimento a determinados grupos políticos. Todos os crimes, segundo ele, teriam sido praticados no exercício da relatoria do Caso Master e da Farra do INSS.
A reação do grupo de Moraes também atingiu Jorge Messias. O advogado-geral da União passou a ser alvo de críticas da cúpula da PF, que o acusa de omissão por não ter reagido às decisões de Mendonça contra a corporação. Messias vê tentativa da PF de desgastá-lo e de poupar PGR em meio à crise.
Fachin mede cada passo de sua reação. O presidente do STF tenta conciliar a difícil missão de salvar a imagem do tribunal, sem, no entanto, manchar sua própria reputação. Enquanto isso, há ainda um personagem que tenta escapar ileso ao tiroteio: o ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Lula, Wellington César Lima e Silva. Titular de uma pasta diretamente ligada aos atores da crise, Wellington tem adotado uma postura discreta.
O resultado é um cenário de Brasília em modo “salve-se quem puder”. Cada grupo tenta construir sua própria narrativa, transferir responsabilidades e evitar que o Caso Master atinja seus integrantes. Quanto mais personagens entram nessa disputa, mais difícil fica separar a investigação propriamente dita da guerra de versões e da luta política pela sobrevivência.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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