Domingo, 8 de novembro de 2026
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Prédio que desabou no Brás recebeu 4 cargas de tecidos em 15 dias

Prédio que desabou no Brás recebeu 4 cargas de tecidos em 15 dias

Além disso, O prédio de quatro andares que desabou na noite de sexta-feira (06/11), na Rua Maria Joaquina, no Brás, centro de São Paulo, recebeu ao menos quatro grandes cargas de tecidos nos 15 dias anteriores ao colapso. Dessa forma, as informações constam no Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil.

Com isso, O imóvel abrigava uma loja e depósito de tecidos. Nesse sentido, durante o resgate, equipes do Corpo de Bombeiros retiraram 27 pessoas dos escombros, enquanto outros ocupantes conseguiram deixar o local por conta própria antes da chegada do socorro. Portanto, quatro feridos foram encaminhados à UPA da Mooca com quadro estável, apresentando escoriações e lesões nos braços e pernas.

Cargas de tecidos: Depoimentos apontam estocagem de toneladas no local

Em depoimento prestado à polícia, o contratante dos trabalhadores relatou que a loja recebeu quatro descarregamentos recentes. Segundo ele, cada remessa continha entre 1,2 mil e 1,5 mil bobinas de tecido, pesando entre 5 kg e 8 kg cada rolo.

Já um auxiliar da operação deu uma estimativa maior: segundo ele, o estoque no momento do desabamento variava entre 1,6 mil e 1,8 mil bobinas, com peso unitário entre 10 kg e 15 kg.

O peso total acumulado na estrutura ainda não foi confirmado oficialmente e será apurado pelos peritos.

Imóvel sem alvará e interdições na vizinhança

A Prefeitura de São Paulo informou que o edifício não possuía alvará de funcionamento vigente. Por medida de segurança diante da instabilidade da área, três imóveis vizinhos foram interditados por risco estrutural.

Buscas por vítimas e atuação da perícia

Na noite do acidente, cães farejadores chegaram a sinalizar a possibilidade de pessoas sob os destroços. No entanto, a porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Karoline Burunsizian, explicou que não havia outros indícios que confirmassem a presença de vítimas soterradas.

Questionada sobre o impacto do acúmulo de mercadoria na estrutura, a capitã reforçou o foco das equipes: “A perícia fará todo o trabalho minucioso do porquê colapsou, quais são os motivos, se estava ou não com peso excedido. Isso não é uma preocupação do Corpo de Bombeiros neste momento, e sim buscar por vidas.”

Os trabalhos de varredura foram retomados no sábado (7) com o auxílio de uma retroescavadeira, necessária devido ao risco de novos desabamentos durante o manejo manual dos destroços.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás