Sobre o tema envolvendo Enem é guerra, além disso, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (8) que a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) representa uma “guerra pela educação” e uma “guerra contra o retrocesso”. Dessa forma, A declaração foi feita durante visita à sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em Brasília, no primeiro dia de aplicação das provas.
Ao comentar a mobilização para o exame, Lula comparou a operação logística a uma guerra, mas ressaltou que o objetivo é garantir a tranquilidade dos estudantes e a lisura do processo. “Uma guerra que significa paz, que significa envolver 600 mil soldados ajudando os estudantes para que a gente garanta lisura, total lisura para que as pessoas possam saber que estão participando de um exame 100% cuidado. Com isso, que não vai haver ninguém que vai ser lesado numa prova como essa”, declarou. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Enem é guerra continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, O presidente também aproveitou a visita para enviar uma mensagem aos candidatos e recomendar que evitem o nervosismo durante a prova. “Não fiquem nervosos além do necessário. Portanto, você não está numa guerra, está num tempo de paz”, afirmou. Em seguida, sugeriu que os participantes contem até dez para recuperar a calma antes de responder às questões.
Lula também defendeu a importância da formação acadêmica e afirmou que vale a pena conquistar um diploma. Segundo ele, pessoas com ensino superior tendem a receber mais respeito no mercado de trabalho. O presidente declarou ainda que o Estado deve garantir condições para que jovens de famílias de baixa renda consigam estudar. “Nenhum menino e menina deixará de estudar porque não tem dinheiro para comer”, afirmou.
Enem é guerra: Mulheres e idosos no Enem
Durante a visita, Lula destacou a participação feminina no exame e afirmou que a educação representa um caminho para a independência das mulheres e para a conquista de direitos. O presidente também chamou a atenção para o número de candidatos com mais de 60 anos. Ao todo, 13,9 mil idosos se inscreveram no Enem 2026, o maior contingente registrado nessa faixa etária, segundo o governo federal.
Lula estava acompanhado do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do presidente do Inep, Manuel Palacios. Na ocasião, acompanhou o monitoramento da distribuição das provas nos 1.900 municípios em que o exame é aplicado.
Aplicação das provas
O ministro Leonardo Barchini afirmou que o governo acompanha as condições climáticas e que candidatos prejudicados por problemas relacionados ao clima terão direito à reaplicação do exame, prevista para dezembro. Às 11h45, segundo o ministro, 90% das provas já haviam chegado aos locais de aplicação. Os portões foram programados para fechar às 13h.
Neste primeiro domingo, os candidatos fazem as provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. A segunda etapa está marcada para o próximo domingo (15).
O Enem 2026 reúne mais de 5 milhões de inscritos, o maior número desde 2021, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Uma das novidades desta edição é a integração do exame ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que permite avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro. Com a mudança, todos os estudantes da rede pública foram inscritos automaticamente.
Assim, o Enem passa a cumprir três funções: seleção para o ensino superior, certificação da conclusão dessa etapa de ensino e avaliação da qualidade da educação nas redes públicas.
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