Além disso, O inquérito da Operação Vectura Corrupta foi encerrado pela Polícia Civil de São Paulo, que solicitou a prisão preventiva, sem prazo determinado, de Milton Leite e de mais 12 réus, todos indiciados pelo crime de integrar organização criminosa. Dessa forma, A análise do pedido deve ocorrer no início da próxima semana pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
Com isso, A operação investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público paulista. Segundo a Polícia Civil, Leite seria responsável direto pela operação de empresas sob controle da facção e seria o dono de fato da Transwolff, acusação que ele nega.
Transferência e suspeita de regalias
Nesse sentido, filiado ao União Brasil e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite se encontra preso temporariamente desde o dia 18 de setembro deste ano. Após suspeitas de que policiais civis lhe concediam regalias, ele foi removido, no dia 20, para o CDP 2 de Guarulhos, tendo permanecido até então na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.
O relatório conclusivo da Polícia Civil, composto por 104 páginas, indica que Leite destruiu e ocultou provas. O documento ainda registra que, durante sua permanência em Mogi das Cruzes, ele teria estabelecido contato com indivíduos externos ao processo investigativo. Em depoimento, Leite rejeitou todas as acusações, declarando-se inocente.
Outros acusados
Paulo Sirqueira Korek Farias, identificado pelo MP-SP como controlador das empresas A2 Transportes e Translíder, teve sua custódia transferida para o CDP de Caiuá, deixando a Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.
O empresário Sérgio Luiz Gevaerd de Oliveira, por sua vez, encontra-se foragido. A Polícia Civil levanta a hipótese de que ele esteja nos Estados Unidos, embora sua localização exata ainda não tenha sido confirmada.
Próximos passos
O MP-SP deve analisar o pedido de prisão preventiva dos acusados no início da próxima semana. Caso a Promotoria apresente denúncia formal e a Justiça aceite, os acusados se tornarão réus. Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido nem denúncia formal registrada.
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